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    November 19

    SERÁ QUE FAMOS NÓS, OU ELES QUE ESCOLHERAM A CRIAREM UMA COMUNIDADE EXCLUÍDA

                                        CRÕNICA POR DALVINO JOSÉ ZEFERINO
                 Estava fazendo a minha caminhada matinal, quando derrepente uma carroça de catadores de papel velho e
    papelões e outros, que era conduzidos por quatro moços, que seguiam firme, para a realização da venda destes pro-
    dutos recicláveis, um vai à frente da carroça guiando, outro atráz, e mais dois ladeando , e catando esses objetos ,
    cada um com interesse de desenvolver bem e condignamente suas tarefas previamente elaboradas; na hora da subi -
    da de alguma ladeira, todos ajudam colaborando colocando as suas mãos no carrinho para que continue a seu desti-
    no. Os que produzem o lixo, são os amantes das compras através dos disque/lanches/dos consumidores dos eletro-
    domésticos, dos presentes e dos enlatados, é nessa farra feita por esses consumidores noturno, é que são investidos
    os produtos desses catadores, que deixam nas suas portas, nos edifícios, nas lojas, e esses objetos tem um enorme
    significados para esses catadores, que vão colocando encima da carroça, em busca de mais. E de cata a cata ,o car-
    rinho vai enchendo, e o seu destino são as cooperativas que compram esses objetos, e sua venda é por quilo, terá
    ser muito dos produtos, para que todos recebam bem. Na maioria desses pessoal, eram ativos de um seguimentos ,
    em diversas áreas, os pddreiros, pintores,eletricistas,bonbeiros hidráulicos, etc. mais devido ao auto índice dos
    depententes químicos, alcoolátras, não terem uma oportunidade de serem inseridos num tratamento, acontece essa
    baixa, e que a maioria deles pela abstinências dos não uso das suas drogas tem, certo a expulsão dos seus lares, pa-
    ra uma nova vida, que é a exclusão social. Alguns desses moços, tem casas, e famílias, que derrepente surgem essas
    oportunidades, deles encontrarem a opção de continuarem com os seus vícios, sem serem incomodados pelos seus
    patrões,seus familiares e até as esposas e filhos. Assim passamos a entender que o melhor para nós, é saber respei-
    tar o limite de cada um, principalmente aos pais, que são seus responsáveis, para seguir uma vida sem drogas, com
    estudos, e almejarem ai um sonho, sem que caiam nas armadilhas de pescadores da ilusão, que são as drogas ílici-
    tas e as lícitas, que viciam, e não deixam seus seguidores a terem uma vida digna, buscando uma alternativa das ex-
    clusões sociais. E assim terminei a minha caminhada, analizando o que eles os catadores recicláveis, iriam fazer ,
    com o destino da venda daqueles produtos, que seriam naturalmente divididos pelos quatro ; será que uma parte do
    montante desse dinheiro seria destinados a familiares, à o outro sabemos que com certeza para o uso do seu combus-
    tível, as drogas e as bebidas alcoolícas: pense nisso. Tenha um ótimo final de semana,a todos(as) Dalvino José
    Zeferino.
    November 13

    QUAL É A MARCA DO PERFUME QUE USA ?(CRÔNICA POR DALVINO)

    Não podemos parar , interromper as pessoas que passam e vão para os seus passeios,shoppins,e trabalhos, simples-
    mente para perguntar-lhes, qual a marca do seu perfume, sabe porque quando passou por ali, deixou um aroma mui-
    to gostoso, e eu adoro perfumes, mais não sei exatamente marcar,e identificar atrvés do meu ofato o seu teor dos
    aromas que exalam, que deixam no ar aquele cheiro gostoso.Sentado estava, e sentado fiquei, ali naquele banco dos
    taxicistas, aguardando por minha hora que faltava algumas. Em plena Avenida Nossa Senhora da Penha, próximo
    de um antigo Shoppin de Vitória,se não me falha a memória, é o segundo construído antes da era dos Shoppins mo-
    dernos tais como Shoppin / Vitória e shoppin/Praia da Costa e Norte Sul de Jardim Camburi, todos instalados na gran-
    de Vitória-ES,aliás estava esquecendo, além do shoppin Bollevard da Praia sim tambem destaca o Shoppin Centro Co-
    mercial da Praia, e considerando todos seus aspectos comerciais, existem opções também como nos outros modernos
    e exatamente esses transuentes compulsivos vão olhar , e marcarem os presentes em mente para comprar depois, e
    exatamente nesse mês até o dia vinte de novembro recebem a primeira parcela do décimo terceiro salário,para se-
    rem consumidos em suas compras. Na observação  que fiz sentado naquele banco, muito dos empresários, comerciá-
    rios e os prestadores de serviços, bem vestidos e devidamente uniformizados, tanto do séxo masculino ,quanto femi-
    nimo, tinham que passar naquela faixa de segurança, devido o movimento ser intenso, e foi nessa hora que sentir ,
    o perfume deixado por cada um daquele transuente apressados, e todos ostentando seus celulares, falando e dando
    informações aos seus namorados,maridos, esposas ou patrões. Haviam-se naquela época ; avós,pais e irmãos um
    respeito aos seus semelhantes visinhos, que carinhosamente cumprimentavam através de aperto de mãos e tapinhas
    nas costas os seus Joãos,Manuel,José e até os meninos,naquela época provinciana de uma antiga Vitória, hoje os car-
    rões, com seus vidros todos fechados, e as super máquinas das motos, seus pilotos com ternos, e seus capacetes,to-
    dos sem seus rostos cobertos, e o vai e vem dos pedestres que utilisam seus telefones móveis, ocupados com ou-
    tras informações, e que jamais param ali, para os devidos cumprimentos ou jamais " A DAR INFORMAÇÕES SOBRE   A
    MARCA DO PERFUME QUE USA " e assim foi chegando a minha hora, e o banco ali em frente daquela pracinha foi deso-
    cupado por mim, mais concerteza ocupado por um outro que tamtém pudesse pensar e sentir o que passei naquelas
    gostosas horas, em plena Avenida Nossa Senhora da Penha, um ótimo final de semana para todos(as) é o que deseja
    Dalvino José Zeferino.
    November 11

    À PROCURA DE UM MARCENEIRO-CARLOS DRUMOND DE ANDRAE

    Feliz é o meu amigo: comprou uma cadeira de balanço e está na fase de namoro com ela. comprou de segunda mão,
    por via de anúncio de jornal " em perfeito estado ".Até esbarrar com o anúncio (por acaso), nunca pensara eu pos  -
    suir cadeira de balanço.A idéia brotou da leitura, e voltou a ela em circulo. Deve ser cômodo ler jornal em cadeira de
    balanço pensou. E, além do mais, já estou na idade de descansar. A mulher objetou-lhe que não havia lugar em casa
    para mais uma cadeira, quanto mais de balanço, que, ao oscilar, ocupa espaço de duas comuns:.E além do mais você
    não chegou a idade de descansar coisa nenhuma, seu engraçadinho.Mas a visão da cadeira chamava-o, e ele foi   a
    Botafogo compra-la. Só não sorriu ao contemplar o móvel, com medo de que a proprietária carregasse no preço. Bo-
    nita coisa, cadeira de balanço.Como é que nunca havia reparado nisso ?.Lembrou-se do que alguém he dissera: o -
    arquiteto Lúcio Costa acha o guarda-chuva uma bonita forma inventda pelo homem. Pois a cadeira de balanço também
    não é ?.Suas curvas se lançam com decisão, mas são doces, domésticas, convidam o camarada a sentar, a balançar.
    Ela é austriaca , do Rio Grande do sul ?- perguntou meu amigo. Não , senhor. É austriaca da Áustria, repare só o aca-
    bamento.Então com licença, minha senhora, vou experimentar sua cadeira. Pois não, mas acho bom o senhor tomar  -
    cuidado, porque ela está quase sem assento. Oh , diabo, é mesmo !.Cadeira de balanço ou qualquer outra sem assento
    não é cadeira; é começo de cadeira. Mas o anúncio dizia que estava em perfeito estado, não ?. Bem, perfeito estado -
    era da cadeira, não da palhinha.Sentou-se com cautela no vazio, as mãos segurando fortemente os braços da cadei-
    ra furada, e balançou.Era bom: nem a estagnação das poltronas nem o exagero dos brinquedos de parque de diversões
    Mostrou tanto prazer nisso que a senhora começou a não querer mais vender. Mandarei empalha-la, e continuaria mesmo
    prestando serviço em casa. a gente acaba criando afeição aos móveis, o senhor não sabia? A senhora não me vai
    fazer uma coisa dessas. O anúncio é para valer ou não e ?.Eu vim aqui fazer negócio.Acabou comprando por dez
    mil cruzeiros. Mas como iria levar aquilo para casa ?.Problema seu. A kombi vazia que passava não se interessou
    pelo carreto. Burro-sem- rabo, não aparecia nenhum. Meu amigo telefonou para vários endereços, sem resultado.Bo-
    tar na cabeça, sair pela rua, atravessar túneis, entrar com aquilo no elevador de serviços, em casa, era demais.
    Acordou um bêbado que dormia na calçada; foi difícil explicar-lhe a natureza da missão e o endereço, mas por
    dois mil cruzeiros o homem se declarou disposto a qualquer operação. A cadeira chegou quatro horas depois, já
    noite fechada, não na cabeça, mas vestindo o bêbedo como uma sobrecasaca.Faltavam dois arcos laterais, e o alto
    do espaldar fora amassado por um ônibus.Mas chegou.A mulher de meu amigo acolheu-o com um sorriso de despre-
    zo.Aquele lixo era uma cadeira de balanço?.Ele guardou-a no escritório, que ficou atravancado, e olha para ela com
    carinho que merece uma menininha doente. Não vê o resto da cadeira, que sobrou; vê a cadeira ideal, que sonhara.
    E anda à procura de marceneiro e empalhador, que aliás não existem em parte nenhuma. Se algum dos leitores
    souber onde se encontram essas duas espécies raras, é favor telefonar para mim. que desejo ajudar ao meu amigo.
    Um ótimo final de semana para todos (as) é que deseja Dalvino José Zeferino.