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    August 26

    " OS LIMITES DA INTERPRETABILIDADE " SONHOS ÀS FLS: 205/209 DO LIVRO INTERPRETAÇÃO DOS SONHOS E OUTROS ENSAIOS.

     
                                           OS LIMITES DA INTERPRETABILIDADE ( 1925)
                                                                     S O N H O S
                               
                                        A pergunta que procura saber se podemos da uma tradução completa e segura
                          de todo produto da vida INÍRICA no modo de expressão da vigília (interpretação),não
                          deve ser tratada de maneira abstrata e sim com relação às condições em que trabalhamos
                          na interprestação do sonho. Nossas atividades psíquicas visam um objetivo útil ou um   -
                          prazer imediato. No primeiro caso há resoluções intelectuais, preparativos para ações   ou
                          para comunicações a outras pessoas. No segundo caso denominamos estas atividades psi-
                          quícas brincar e fantasiar. Como é sabido, também o útil não passa de um meio indire-
                          to para uma satisfação de prazer. O sonhar é uma atividade da segunda espécie, que    de
                          acordo com a evolução histórica é a mais primitiva. Dizer que o sonhar se ocupa com   os
                          problemas que a vida apresenta procura levar o termo ou do trabalho do dia, conduz     a
                          erro.Com estas coisas ocupa com um problema da vida, resolve-o de tal modo que cor -
                          responde a um desejo irracional  não de maneira que corresponda a uma reflexão inte-
                          ligente. Sòmente dever-se atribuir ao sonho uma intenção de proveito uma função, a sa-
                          ber, ele deve evitar a pertubação do sono.Disto segue-se que é absolutamente indiferente
                          ao ego que dorme, ou se sonha durante a noite, contanto que o sonho realize a sua incu-
                          bência, e que os sonhos dos quais não se sabe dizer nada após o despertar são os que me-
                          lhor desempenharam suas funções.Se tão frequentemente se dá o contrário, se nós nos   -
                          lembrarmos de sonhos,mesmo após anos e decênios, isso significa sempre uma invasão do
                          inconsciente RECALCADO, no EGO normal.Sem tal saatisfação o RECALCADO não quiz
                          dar seu auxilio para que cessasse a pertubação iminente do sono. sabemos que é esta inva-
                          são que fornece ao sonho sua importância para a psicopatologia. Se nos podemos desco  -
                          brir o motivo que leva a este, conseguimos informes imprevistos dos impúlsos RECALCA  -
                          DOS no inconsciente. por outra parte se nós anulamos suas desfigurações, estreitamos  o
                          pensar preconsciente em estados de concentraão interna que no curso do dia não teriam  -
                          chamado a si a consciência.Ninguém pode praticar a interpretação do sonho como ativida-
                          de isolada. essa constitue uma parte do trabalho analítico.De aordo com as nescessidade
                          dirigimos nosso interesse ora para o conteúdo ONIRICO preconsciente ora para a con-
                          tribuição incosciente à produção do sonho, frequentemente também negligenciamos um -
                          um elemento em favor do outro.Também nada adiantaria o fato de alguém querer propor-
                          se interpretar sonhos fora da psicanálise. O mesmo não escaparia às condições da situação
                          psicanalítica e, quando trabalha seus próprios sonhos, empreende sua própria auto-análise.
                          A nota não é para aquele que renúncia à cooperação da pessoa que sonha, e que quer efetu-
                          ar interperetação dos sonhos por intuição. Totavia esta interpretação do sonho sem atender
                          às associações do individuo é também, mesmo no caso mais favorável, uma obra não cien-
                          tífica de virtuoso e de valor muito duvidoso.Se realizarmos a interpretação dos sonhos se -
                          gundo o único processo técnico que se justifica, percebe-se ogo que o resultado depende o
                          eu desperto e o inconsciente recalcado. O trabalho sob " alta pressão de resistência" exige
                          como exemplo em outro lugar, uma oautra conduta analáitica diferente da do caso de baixa
                          pressão.Na analise durante longo tempo temos que enfrentar fortes resistências que ainda
                          não são conhecidas e que em todo caso não podem ser vencidas enquanto permanecem   -
                          ignoradas.Não é, pois, de admirar que não se possa traduzir e aproveitar senão uma certa
                          parte das produções do sonho do paciente e esta as mais das vezes não completamente.
                          Mesmo quando pela nossa pericia chegamos à situação de compreender os sonhos para
                          cuja interpretação o indivíduo forneceu poucas contribuições, devemos ficar advertidos   de
                          que a certeza de tal intepretação é duvidosa e temos dúvidas de impor nossas suspeitas ao
                          paciente.Ele pode vir a saber que um sonho a principio incompreensivel na mesma sessão ;
                          ainda se torna claro depois que se conseguiu remover uma resistência do individuo por meio
                          de palaras felizes. Subitalmente se lembrar este durma parte do sonho até então esquecida e
                          que dá a chave para a interpretação, ou estabelece uma nova associação com auxílio da  - -
                          qual o que está obscuro, se elucida.Quando encontramos a interpretação de um sonho,não é
                          se também outros pensamentos preconcientes não se exprimiram por meio do mesmo sonho.
                          O caso de nós fiarmos na incerteza se uma expressão que ouvimos, uma explicação que rece -
                          bemos permitem esta ou aquela interpretação, indica além de seu sentido patente ainda
                          algo outro, ocorre também na vigília e fora da situação da interpretação do sonho.Os traba -
                          lhos analisados dos sonhos, tem embaraços em encontrar os meios de representação para
                          os pensamentos abstratos.Um ótimo final de semana para todos(as) Dalvino José Zeferino.
                         
                         
     
        

    " NEUROSE "ÀS FLS.296 / VOCABULÁRIO LAPLANCHE E PONTALIS / MARTINS FONTES

     
                                                              NEUROSE
                                                                -X-X-X-X-X-X-
                                            Afecção psicogênica em que os sintomas são a expressão simbólica de
                                um conflito psíquico que tem raízes na história   infantil do sujeito e constitue
                                compromissos ente o desejo e a defesa.A extensão do termo NEUROSE
                                tem variado bastane; atualamente tende-se a reservá-lo,quando  isolado, para
                                as formas clinicas que podem ser laigadas à neurose obsessiva, à histeria e     á
                                NEUROSE FÓBICA.A nosografia distingue assim NEUROSE ,PSI-
                                COSES, PERVERSÕES E AFECÇÕES PSICOSSOMÁTICAS,enquanto o estatuto noso-
                                gráfico daquilo a que e chama " NEUROSES ATUAIS "," NEUROSES TRAUMÁTI  -
                                CAS", ou " neuroses de caráter " continua a ser discutido.Um ótimo ainicio   de
                                semana para todos(as)a, Dalvino José Zeferino.
    August 25

    "NOS LABIRINTOS DO ESPÍRITO HUMANO" MACHADO DE ASSIS ÀS FLS.9 DO LIVRO

     
                                NOS LABIRINTOS DO ESPÍRITO HUMANO
     
                                Um dos livros mais importantes de Machado de Assis, Memórias Póstumas de
                        Brás Cubas é o pimeiro romance realista da literatura brasileira. Trata-se da autobi-    
                        ografia de Brás Cubas, protagonista-narrador, que depois de morto escreveu suas -
                        memórias. O que interesses são os  labirintos do espírito humano,de onde o autor -
                        exrai os seus temas: a morte, a luta entre o bem e o mal, a crueldade,a ingratidão  ,
                        a sensualidade, o aultério, o egoísmo e a vaidade.Outro romance que merece desta -
                        que é Dom Casmurro, que focaliza mais uma vez o adultério, visto desta vez da per-
                        pectiva do marido, o narrador-personagem. Bentnho, um homem atormentado por
                        acreditar-se traído pela esposa, Capitu, e pelo melhor amigo, Escobar.Pela observa-
                        ção psicologica, pelo questionamento formal ou por seu caráter social.Dom Casmur-
                        ro continua ainda hoje a despertar a curiosidade do leitor e a envolvê-lo na visão de
                        mundo abrangente, irônica e desmistificadora de Machado de Assis.
                                " A minha primeira amiga e o meu maior amigo, tão extremosos ambos e tão
                        queridos também, quis o destino que acabasse juntando-se e enganando-me".
                                  Um ótimo inicio de semana para todos(as) Dalvino José Zeferino.
     
                  
    August 18

    "VOCÊ CHEGOU,VI SUA PASSAGEM DENTRE MILHARES DE CORREDORES

     
                        VOCÊ CHEGOU,DENTRE MILHARES DE CORREDORES
                                     NA 20ª CORRIDA DA 10 MILHAS GAROTO
                                                 WILCIMAR NASCIMENTO AMARAL.
      
                                              Sua mãe, já não axiste entre nós, seu pai o abandonou ainda
                             criança, resta apenas o consôlho dos irmãos(as), e seus amigos, sua ín-
                             dole e a formação do seu acaráter, foram constituída pelos seus méri  -
                             tos, lembro de toda sua trajetória , foi nessa etapa que chama - se  de
                             o espelho da vida que vc , formou toda a sua identidade; bonito disso
                             tudo, foi de você enxergar na experiência dos outros a sua própria vi-
                             da.
                                              Amigo,irmão,ou pai ???. O que represento para você,       não,
                             sem essas perguntas, deixa prá lá, são 27 anos de convivio,harmonia e
                             respeito, o afeto,amor, carinho e atenção é de fato um ânimo, um gaz
                             a mas para o confôrto da construção da família, baseado nisso, resta -
                             ver o que acontece de bom para nós.
                                              Wilcimar na corrida das 10 milhas garoto,que aconteceu re  -
                             centemente no domingo passado, não fui ver os favoritos(as), como
                             tal o Frank Caldeira que pertence o pelotão da elite, e também os Keni -
                             anos , tão bem colocados que fosse no primeiro lugar, como o Frank,-
                             já esperado, e sim fui ver a sua passagem, fiquei ali até vc, passar,  e ai
                             puder sentir aquela vitória fantástica, da sua inexistênte qualificação,
                             mas do meu carinho e a admiração pela sua nobreza, sentir a sua posi-
                             ção no palanque ou no pódio, pela sua conquista não pelo alto desem-
                             penho da corrida sim como homem de bem, parabéns pelo ato de adotar
                             uma criança,você pode sentir-se CAMPEÃO, por este belo ato, seu amigo
                             de sempre Dalvino, um ótimo inicio de semana para todos(as),Dalvino
                             José Zeferino.
    August 16

    "DEPRESSÃO INFANTIL , TODO CUIDADO É POUCO" / DICAS DE SAÚDE.

     
                         DEPRESSÃO, INFANTIL; TODO CUIDADO É POUCO
                       Quem já enfrentou uma crise de depressão sabe que este é um desafio    respeitável. Algo como
               bater de frente com um maciço elefante de tristezas e frustações. Agora, tente imaginar  alguém com
               um décimo da sua bagagem de vida tendo de enfrentar o mesmo elefante...
                       No  mínimo , uma  covadia. No   máximo,  uma  carnificina.  É   exatamente  este tipo  de  amea-
               ça que a depressão infantil representa. Estima-se  que a  depressão  infantil  afete  uma  em cada 20  -
               crianças abaixo dos 10 anos de idade. O problema maior está no fato de muitas de suas manifestações,
               serem absolutamente diferente daquelas observadas em pessoas adultas. Já presenciei  casos de crian -
               ças rotuladas como difíceis  e mal  educadas, quando, na verdade, estavam sofrendo  de crise  depressi-
               vas severas. E ninguém parecia entender coisa alguma.  Pirraça e agitação.As  crianças não  possuem  -
               um vocabulários suficiente para expressar seus sentimentos. Em  geral  fazem  isso melhor através de  --
               atitudes. E, quem tem paciência hoje em dia para prestar atenção em atitudes que perturbam?.
                      Quem nunca criou um rótulo  instantâneo  e descartável  para um  filho ou sobrinho de  comporta -
               mento irritante? Infelizmente, em alguns casos, a crise de pirraça ou aquelas agitações todas eram mani-
               festações de um quadro depressivo. E você c omeu  môsca. Por  exemplo,  uma criança com  menos de 6
               anos de idade que se torna desinteressada, anciosa, não quer ir para a escola, se queixa frequentemente
               de cansaço,a dor de cabeça ou dores na barriga associadas a  medos irracionais,  pode estar com  depres-
               são.A depressão infantil pode afetar o rendimento escolar, o  desenvolvimento emocional  normal e esta-
               bilidade de toda a família, resultando em um maior  incidência e violência  doméstica e abuso  de drogas.
               Sem tratamento  adequado  40%   dessas  crianças  afetadas  apresentarão uma crise grande de depressão  -
               nos dois anos seguintes, metade delas tentará o suícidio e 7% terão exitos.
                    CAUSAS DESCONHECIDAS
                     Ainda  não se  sabe  exatamente a causa da depressão infantil. fala-se muito  em fatores genéticos,or-
               gânicos e  ambientais. Sinceramente , na  imensa   maioria  dos  casos que se tem  conhecimento que a
               criança está simplesmente refletindo a falta de atenção, carinho e estrutura familiar à sua volta.
                     Se você acordou para o problema e quer evitar que a depressão ameace o pequeno tesouro que está
               sob a sua responsabilidade, guarde estas regras de ouro no seu coração.Redobre sua atenção quando  a
               criança estiver atravessando situações de risco:mudanças, separações dos pais, morte na família,chegada
               de um novo irmãozinho,etc.Se a criança apresentou uma mudança súbita de comprtamento (agressividade,
               irritação,agitação  ou  desinteresse), alteraçoes  no  apetite ( tem  dificuldade para ganhar peso) ou no pa-
               drão do sono(sofre de pesadelos e terrores  noturnos), baixa autoestima  (vive dizendo "todo  mundo me
               odeia")ou dificuldade de concentração (queda no rendimento escolar), leve-a para ser valiado( a)  por  um
               profissional de saúde capacitado. Quando mais cedo a depressão for diagnosticada,mais fácil e  bem suce-
               do será o tratamento. Uma criança sadia, que cresce  à sombra de uma   orientação  afetuosa e   honesta,
               dificilmente desenvolverá um distúrbio  depressivo. Por isso, demonstre  sempre seu amor na mesma pro-
                porção em que cobra diciplina.Esse, talvez seja o  grande  segredo de tudo. Essas  pesquisas  foram recen-
               temente feita por mim,baseados em estudos  e muitas  visitas a lares e consultas a  pacientes adultos que
               vem reclamando dos seus filhos,sobrinhos e netos,servirá de conclusão para minha tese de  doutorado na
               área de depressões ( transtorno depressivos), um ótimo final de semana para todos(as),Dalvino José Zefe-
               rino.
               ,
                  
    August 15

    " O ESCRITOR(A) É ATESTEMNHA DESTE MUNDO "POR LYGIA FAGUNDES TELLES

     
                                                O ESCRITOR(A0 É TESTEMUNHA DESTE MUNDO
                                      Você se lembra  qual foi o primeiro livro que você leu ? E como foi o seu contato
                            inicial com a literatura ?. O jornal era o Estado de São Paulo, enfiadoa debaixo da por-
                            ta com um romance folhetim, os dois  garotos, que minha mãe lia na maior exaltação
                            e depois costurava os faciculos. Eu tinha paixão pelas vistosas capas coloridas     dos
                            faciculos, mas a única vez que tentei ler o texto, achei uma embrulhada dos diabos   e
                            não entendi nada. Na prateleira da sala de visitas ficavam ainda uns vagos romances de
                            capas sentimentais E alguns livros de poesia.Nas festas de fim de ano, prendiam meu  -
                            cabelo com papelotes durísssimos, era bonito ter cabelo crespo. E, eu recitava " O pás-
                            saro cativo " e " A fonte e a flor ".Na semana Santa era a hora do anjo: vestia a bata
                            branca e lá ia equilibrando as asas que eram de penas verdadeiras, o que me dava o direi-
                            to de ir bem na frente dos outros anjos com asas de pepel crepom.Ainda asa capas aceti-
                            nadas com os títulos dos livros decidindo minhas leituras. Que raras .Poucas as revistas
                            ou livros de histórias que chegavam até nós: tinha. Eu sei tudo,que eu adorava pr causa
                            das figuras. Tinha o Almanaque do tico Tico e o almanaque do Biotônico Fantoura, dis-
                            tribuido nas farmácias. A solução era a gente começar a contar histórias: ao encontro  -
                            do Livro dos Fantasmas(onde?)a foi decisivo no rumo que tomaram essas histórias.
                            Li-o numa só às vezes fechava os olhos de horror, não queria continuar,não queria !.E  -
                            continuava, sem saber mais o que era pior,a se as gravuras oau a palavras, o livro era to-
                            do ilustrado. Comecei a contar histórias antes mesmos de saber escrevê-las.A inventar
                            essas histórias para a criançado do bairro.Pense nisso um ótimo final de semana para to-
                            dos(as) Dalvino José Zeferino.

    " AQUILO " LUIZ FERNANDO VERISSIMO DO LIVRO ÀS FLS 71/72

     
                                                            AQUILO
                                                 (UMA HOMENAGEM A UMA ASSÍDUA LEITORA/DALILA(PI)
                           De uns tempos para cá, eu  só penso  naquilo.Eu  penso naquilo   desde os
                            meus, sei lá, onze anos. Onze anos?;É. E o tempo todo.Não. Eu, antigamen-
                            te  pensava  pouco  naquilo. Era   uma coisa que não me preocupava.Claro
                            que a gente convivia com  aquilo desde cedo. Via   acontecer à  nossa vol-
                            ta,não podia ignorar. Mas não era, assim, uma preocupação constante.
                            Como agora. Prá mim sempre foi. Aliás, eu não penso em outra coisa.Des-
                            de criança?.De dia e de noite.E como é que  você  conseguia  viver  com is  -
                            so desde criança ?.Mas  é  uma  coisa  natural. Acho  que  todo mundo é as -
                            sim.Você é que é anormal, se só começou a pensar naquilo nessa idade.
                                                     Antes  eu  pensava, mas   hoje   é  uma  obsessão. Fico  imagi-
                            nando como será. O que eu vou sentir. Como será o  depois. Você  se  preo-
                            cupa demais. Pecisa relaxar. A  coisa tem  que acontecer  naturalmente. Se
                            você fica ansioso é pior. Ai sim, aquilo  se  torna  uma  angústia, em  vez de
                            um prazer. Um prazer ?.Aquilo?. Prá  você  não sei. Prá mim, é  o maior  pra-
                            zer que um homem pode ter. É quando o homem chega ao paraíso.Bom,se
                            você acredita nisso, então pode pensar  naquilo como  um  prazer. Prá mim
                            é o fim. Você precisa  de  ajuda, rapaz. Ajuda  religiosa?.Perdi  a fé há muito
                            tempo. Da última vez que falei com um padre a respeito , sabe o que ele me
                            disse foi, que eu devia rezar. Rezar  muito, para  poder enfrentar aquilo sem -
                            medo.Mas você foi prucurar logo um padre?.Precisa de ajuda psiquiátrica.
                            talvez  clínica, não sei. Ter  pavor  daquilo  não  é  saudável. E eu não  sei?Eu
                            queria ser como você. Viver  com a  perspectiva  daquilo naturalmente, até  -
                            alegremente.  Ir  para   aquilo  assoviando. Ah,  vou.  Assoviando  e  dando -
                            pulinhos. Olhe,já sei o que eu vou fazer. Vou apresentar você a uma amiga   --
                            minha.Ela vai tirar todo o seu medo.Sei. Uma dessas trascedentalistas.Não
                            é daquilo mesmo.Codinome Neca. com ela é tiro e queda. Figuraivamente fa-
                            lando, claro. O que?.Do que é que nós estamos falanado?Daquilo. Da morte.
                            Ah. E você?Esquece. Essa justa homenagem a uma amiga que acabei de fazer
                            através da internet, reside em Piaui /Terezinha seu nome é Dalila Ribeiro, a to-
                            dos um ótimo final de semana; Dalvino José Zeferino.

    "FOGUETE DE BAIRRO" ÀS FLS.105/106- DO LIVRO - QUATRO VOZES(CARLOS DRUMOND DE ANDRADE)

     
                                                        FOGUETE DE BAIRRO
                       
                                              Os garotos da vizinhaça vieram pedir-me auxílio para
                                    construção de um foguete intersideral, mostrando-me o res-
                                    pectivo projeto.A contribuição podia ser em alumínio ou cru-
                                    zeiros, que é uma espécie mais leve, praticamente imponde  -
                                    rável, de  aluminio.Eles fundaram uma sociedade de pesquisas
                                    espaciais, da qual o presidente é o Ivã, eleito pelo sistema de
                                    cédula única, isto é, Ivã mesmo se elegeu, pois foi quem teve
                                    idéia de constituir a sociedade. Seus companheiros já foram -
                                    convidados nessa base e não haverá plebisito para decidir-se o
                                    presidente pode exercer plenos poderes ou se fica sob o contro-
                                    le de uma comissão de notáveis da nossa rua, no Posto 6 .O que
                                    todos queremos, explicou-me o Ricardinho, é ver o foguete    -
                                    aprumar; e se o foguete aprumar legalmente, e se houver mais
                                    "aluminio",fabricar outro foguete mais legal ainda, até que -
                                    ele possa levar um rato, depois um gato, depois um cachorro e,
                                    finalmente, os próprios membros da sociedade, cada um por sua
                                    vez. Talvez, haja briga é na hora de estabelecimento das prioria-
                                    dades de vôo. O presidente Ivã reserva para si a aprimeiro cosmos-
                                    viagem e é justo . Além de justo, é perigoso, o que há de esfriar
                                    um pouco o entusiasmo pioneiro dos cosmocolegas. Da segunda
                                    viagem em diante é o que o problema se colocará. Não antecipemos
                                    O fato e que a juventude dos nossos, colégios está, por sua conta e
                                    risco, tomando as povidências cabiveis para um novo tipo de via-
                                    gem, que tudo india se converterá , mais dia menos dia, em  hábito
                                    corigueiro de fim de semana. Não sei se os órgãos públicos nacio -
                                    nais     vêm     manifestando   o   mesmo   interesse     pelo     assunto,   estabele -
                                    cendo programas espaciais que permitam aos adultos bisbilhotar as
                                    altas  esferas  antes que  cheguem  lá os  filhos adolescentes desses   -
                                    adultos. Pelo   menos,  não  consta   a criação de uma agência  federal
                                    autônoma,  nem a  nomeação  de  um   ministro    extraordinário, sem
                                    pasta,para cuidar de matéria tão  relevante. Em  contraste,os  garotos
                                    fundam associações de esudos e obsrvações  cientifícas  do   universo,
                                    e tratam de provê-las de meios técnicos e  financeiros  da melhor  ma-
                                    neira que podem. A iniciativa do meu vizinho Ivã  não é isolada. Ouço
                                    dizer que diversos  bairros  ja têm   instaladas  suas  sociedades juvenis
                                    de persquisa  sideral, com o  equipamento   modesto  que  a  economia
                                    de seus integrantes comporta, e muita esperança de sobresselente.  Um
                                    lider da novíssima geração somará esses esforços, unificando-os  numa
                                    entidade  de  âmbito   guanabario e, quem   sabe, nacional  ninguém  se
                                    espante se  o  primeiro  foguete " legal"a dos  garotos  subir na Barra da
                                    Tijuca em direção a Vênus, antes dos engenhos supostamente meditados
                                    neste momento    pelos  doutores  e  sábios. E então as  entidades  científi-
                                    cas e os órgãos técnicos de alto gabarito ficarão de queixo caido;não  po-
                                    rem, este vosso cronista, que desde já promete levar sua cota de alumínio,
                                    perdão, de cruzeiros, ao presidente Ivã e à sua euipe.Que todos(as)tenham
                                    um ótimo final e semana. Dalvino José Zeferino.
                                   
    August 14

    " A PSICOTERAPIA COMO UM CUSO EMOCIONAL "AS FLS.227/228 DO LIVRO INTELIGÊNCIA EMOCIONAL DE DANIEL GOLEMAN,PHD

     
                     A PSICOTERAPIA COMO UM CURSO EMOCIONAL
                                  
     
                                  Felismente, os momentos catastróficos em que as lembranças traumáticas se gravam são
                        raros na vida da maioaria de nós. Mas os mesmos circultos que gravam tão fortemente as lem  -
                        branças traumáticas também estão supostamente em ação nos melhores momentos da vida .
                        As mais comuns agruras da infância, como ser constantemente ignorado e privado de atenção
                        ou carinho dos pais, o abandono, perda ou rejeição social podem não ser traumatizantes,embo-
                        ra certamente sentimentos irados nessas relações íntimas da vida adulta. Se é possível curar o PTSD,
                        o mesmo pode acontecer com os arranhos sociais que tantos de nós trazemos. Esta é uma tarefa
                        para a psicoterapia. E, em geral, é no aprender a alidar habilmente com essas carregadas rea -
                        ções completamente informadas do córtex pré-frontal oferece um modelo neroanalítico para    a
                        maneira como a conjetura Joseph LeDoux, o neurocientistaa que descobriu o papel de gatilho sen-
                        sível da amígdala nas explosões emocionais: Uma vez que nosso sistema emocional aprende al -
                        guma coisa, parece que nunca mais nos livraremos dela. O que a terapia faz é ensinar-nos a contro-
                        la-la: ensina nosso neocórtx a inibir nossa amigdala. A tendência à impulsividade á suprimida,en -
                        quanto a emoção básica sobre ela continua sob contenção. Considerando que a arquitetura do cé-
                        rebro está por trás do reaprendizado emocional, o que parece permanecer, mesmo após uma psi -
                        coterapia bem -  sucedida, é uma reação vestigial, um resto da sensibilidade ou medo original na
                        raiz de um problema emocional perturbador. O córtex  pré-frontal  pode   aprimorar ou frear o im -
                        pulso desenfreado da amídala,  mas não pode impedi-lo  de reagir mesmo.Assim, embora não pos-
                        samos  decidir quando temos nossas explosões  emocionais, temos  mais controle sobre o quanto -
                        elas duram. Um tempo mais rápido de recuperação dessas   explosões talvez seja um sinal de matu-
                        ridade emocional. Durante a terapia, o que parece mudar  principalmente são  as  respostas que as  -
                        pessoas dão assim que uma reação emocional é disparada , mas a tendência para a reação ser dispa-
                        rada não desaparece inteiramente. Isso é adiado  por uma  série de estudos em psicoterapia realiza -
                        dos por Lester Luborky e seus  colegas na  Universidade  da  pensilvania.  Eles analisaram  os princi -
                        pais conflitos de relacionamento que levavam  dezenas de pacientes à psicoterapia, questões  de re-
                        lacionamento que levavam dezenas de pacientes à psicotrapia , questões como o profundo anseio
                        por por ser aceito ou encontrar intimidade, ou o temor de ser um fracasso ou superdependente. Eles
                        analaisaram então cuidadosamente as respostas típicas (sempre negativas) que os pacientes davam
                        quanto esses desejos e        medos eram ativados  em seus  relacionamentos, respostas como ser muito
                        exigente,que geravam reações de raiva ou frieza na    outra pessoa, ou muito exigente,  que geravam
                        reações de raiva ou frieza na outra pessoa, ou retirar-se como uma autodefesa de uma ofensa prevista,
                        a outra pessoa triste com a suposta rejeição. Durante esses malfadados contatos, os pacientes,compre-
                        ensivelmente, sentiam-se inundados por sentimentos perturbadores, desesperanças e tristeza, ressenti-
                        mentos e raiva, tensão e medo, culpa  e auto-recriminaçãoa,   por aí adiante. Qualquer  que fosse o pa-
                        drão específico do paciente parecia surgir na maiaoria dos  mais importantes  relacionamentos, com o
                        cônjuge ou o namorado,a filho  ou pai, ou colegas e   chefes no  trabalho.Durante a terapia de   longo
                        prazo, porém, esses pacientes passavam por dois tipos de mudanças: sua reação emocionada aos fatos
                        disparadores tomava-se menos angustiante, e até calma e divertida, e suas respostas abertas tornavam-
                        se menos angustiante, e até calma e  divertida, e suas  respostas abertas tornavam-se naus  efetuva  na
                        obtenção do que eles realmente queriam do  relacionamento. o que mudava, porém, era  o  subjacente
                        desejo ou medo e a pontada de  sentimento  inicial. Quando o  tratamento  já estava  chegando  ao  tér-
                        mino, os relatos que faziam indicavam que já estavam  reagiando   negativamente   de forma  menos in-
                        tensa e jáaaa havia duas vezes mais probaidade de obter a  resposta positiva que  profundamente  deseja -
                        vama da outra pessoa. Mas o que não  mudava de modo  algum  era  a  sensibilidade  particular na raiz
                        dessas necessidades. Em termos do cérebro, podemos   especular, os  circuitos  límbios      mandariam si-
                        nais de alarme em resposta a indicios de um  ato  temido,  mas o  córtex  pré-frontal e  zonas relaciona-
                        das teriam aprendido uma nova e mais saudável respostas. Em suma, as ligações emocionais,a mesmo os
                        hábitos mais profundamente arraigados do coração, aprendidos na infância podem ser reformuladas. A
                        aprendizagem emocional é para toda a vida. Um ótimo final de semana para todos(as) Dalvino José
                        Zeferino.
     
    August 13

    "O CONTO DE MACHADO CONQUISTA ESPAÇO NO UNIVERSO LITERÁRIO BRASIEIRO" ÀS FLS.08/09

     
                           " O CONTO DE MACHADO CONQUISTA ESPAÇO NO
                                 UNIVERSO LITERÁRIO BRASILEIRO "
                                
                                        MACHADO DE ASSIS
                                                   MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS
                                                            DOM CASMURRO( IMORTAIS DA LITERATURA UNIVERSAL)
     
                                   Antes de Nachado de Assis, o conto,  como  tradição literária,
                            inexsistia no Brasil, o melhor do escritor, reunido em Papéis Avul-
                            sos ( 1822), Histórias Sem Data (1884), Várias Histórias  (1896),Pá -
                            ginas Recolhidas (1899) e Relíquias Da Casa Velha (1906), pode ser
                            ser agrupado em  duas categorias: contos de observação da vida -
                            exterior e contos  de  análise psicológia.  Considerando-se sua lite-
                            ratura dividida em duas fases, os romances de Mahado de Assis. -
                            se distribuem  da  seguinte  forma: Na  primeira  fase, as obras se   -
                            guem o estilo ditado pelo romantismo, ja  modificadas  apela par-
                            ticular concepção da prosa de Mahado de Assis. Compões-se     de
                            Ressureição (1872). A Mão  e  a Luva (1874)>  Helena (1876);  Iaiá   -
                            Garcia(1878):, na segunda fase, inciada em  1881 com a publicação
                            de Machado de  Assis  de  Memórias  Póstumas de Brás  Cubas,a  pros-
                            segue com  Quíncas  Borba Aires (1908). Na    realidade  mais do que  -
                            uma divisão de fases houve um progressivo amaduecimento literário
                            do autor. Nos romances da primeira fase, juntamente com o procedi-
                            mento típicos de outros autores românticos, Machado de Assis cria
                            seres que ambicionam mudar de classe social, ainda que isso lhes cus-
                            te sacrificar  o amor. O escrior centrou seu interesse na sondagem psi -
                            cológica buscando compreender os mecanísmos que comandam as
                            ações humanas. Na segunda fase, acentuama-se as características  do
                            romance realista machadiano, em que a análise psicológica, o pessi -
                            mismo, a criação de personagens marcantes, a línguagem correta,  a
                            ironia, ao HUMOR, a conversa com o leitor seguem junto à análise da
                            sociedade e à crítica aos valores românticos.Pense nisso, um ótimo ini-
                            cio de semana para todos(as),Dalvino José Zeferino.
    August 12

    POESIA LÍRICA ( FERNANDO PESSOA) AS FLS 85

     
                                                    POESIA LÍRICA
                                                A poesia   lírica,  reunida   nos   livros  Cancioneiro    e  Quadras
                                   ao gosto popular, revela-nos  um  poeta  que  retoma  alguns    temas ,
                                   ritimos e formas  tradicionais e populares   do  lirísmo  português . Em
                                   cancioneiro encontramos  desde poesias  que  apresentam  uma  refle-
                                   xão sobre a própria arte  poética  e sobre   o papel  desempenhado pe-
                                   lo artista ( " o poeta é um  fingidor")   a   poesias   que   sondam o " eu -
                                   profundo" ( " novelo     embrulhado  para     o lado de dentro").  Dessa  -
                                   forma,  a  produção   ortônima  apresenta-se  multifacetada,aspecto já
                                   ressaltado  pelo próprio     poeta, que, num  projeto  de edição de  suas
                                   obras, afirmava que " Cancioneiro  ( ou outro título   igualmente  inex-
                                   pressivo) reuniaria  vários dos   muitos  poemas  soltos   que  tenho,  e   -
                                   que são por natureza inclassificáveis   salvo de essa  maneira  inesxpres-
                                   siva".Podem os poemas ser  inclassificáveis,  mas o título  do  livro  não
                                   é tão inexpressivo, pois realça duas características da  poesia  ortônima
                                    a tradição   lírica  lusitana      (cancioneiro  é  a  denominação    dada às
                                   coletâneas de cantigas medievais): a musicalidade, tanto aquela produ-
                                   zida  pela  sonoridade  dos versos  como a direita  invocação da música,-
                                   sempre carregada de simbologia. Um ótimo inicio de semana para todos
                                   (as), Dalvino José Zeferino.
                                  
     
    August 07

    "PAI , VEJO VOCÊ EM MIM..."POR DALVINO

     
                  UMA JUSTA HOMENAGEM,AO DIA DOS PAIS
                                            CONTA A HISTÓRIA
                                                   DE UM PAI
     
                                    Pai passaram anos,muitos meses, sem a sua presênça agradável
                          de um pai presente, (você faleceu em 78),mais deixou um vácuo  que
                          respeito como vontade de Deus, os levou para junto dele, você foi uma
                          pessoa maravilhosa,se respeitava como homem e aos outros como ser
                          humano,sabia simplesmente atender a todos sem distinção,ao seu jei-
                          to chamava até as crianças de senhor, via em você um exemplo para a
                          humanidade, tão truculenta e cheia de girias insuprtáveis hoje.
                                    Pai o melhor exemplo e palavras que ainda ouço, é da sua juven-
                          tude empreendedora de seu investimento ainda cedo no trabalho quase
                          como escravo para ajudar a sua família numerosa,saiu do convívio  dos
                          seus pais, ainda jovem na Bahia, para integrar aos peões empreiteros -
                          de uma ferrovia, que ligava Minas Gerais, ao Esp.Santo, quando foi no -
                          tado pela sua bravura e desempenho nos serviços daquela estrada,rece-
                          bendo um convite,para trabalhar nas lavoura cacaueira do Esp.Santo, -
                          não pensou muito e concordou a vir trabalhar na agricultura, onde
                          ainda jovem casou-se com minha mãe gerando um casal de filhos      eu
                          e a minha irmã,a sua lida com a lavoura CACAUEIRA, rendeu um prêmio
                          foi doada por esse fazendeiro uma GLEBA DE TERRA, onde nos sustentou
                          até a sua existência,lembro da sua insistência em me proporcionar uma
                          vida melhor, já que aquilo que fazia para os outros era inúltil para mim,
                          seus conselhos para que eu estudasse e não seguir seus passos,devido  a
                          não ter naquela época uma oportunidade. PAI , VEJO VOCÊ EM MIM, essa
                          minha homenagem pelo dia dos PAIS, aos filhos seja sempre grato   aos
                          seus pais, assim como fui, um abraço a todos(as) e "FELIZ DIA DOS PAIS ;
                          DALVINO JOSÉ ZEFERINO.
    August 01

    PSICOLOGIA / PSICANÁLISE / "LUTO E MELANCOLIA - À SOMBRA DO ESPETÁCULO- DA AUTORA SANDRA EDLER.

     
                                                                LUTO  E  MELANCOLIA - A SOMBRA DO ESPETÁCULO
                                                                -x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-
                                                                           
                                                                                         COMENTÁRIOS
                                                LUTO E MELANCOLIA; contempla um artigo de Freud, que se torna
                              referência obrigatória para todos os que se interessam pelo tema onipresente -
                              de DEPRESSÕES e  dos transtornos ditos bipolares. Escrito em 1915, " Luto    e
                              Melancolia " investiga dois estados que dão título ao trabalho, ressaltando   o
                              aspecto natural do primeiro aspecto complexo e enigmátio que reveste o se  -
                              gundo. Além disso, o  artigo  integra - com "As pulsões   e sem destinos", O
                              recalque, " O inconsciente " e Complemento metapsicológico à teoria dos son-
                              hos."A assim chamada " Metapsicologia",conjunto de artigos escritos por Freud ,
                              em tempo recorde, um seguido do outro, destinados a fazer uma descrição exaus-
                              tiva dos processos mentais,regisrando principais elaborações da teoria psicaná-
                              litica de até então.Nas depressões conteporâneas, de acordo com a denominação
                              da autora,a observa-se um certo esvaziamento subjetivo e uma sensação de perda
                              sentido nas iniciativas comuns da vida.Informada por teoria da próparias psicaná-
                              lise e por diversas contribuições de sociologia. Sandra Elder; sugere que nosso
                              tempo é vitima de uma infração do imaginário, um tempo narcisista, de paixão
                              pela própia imagem, no qual o aceno da ciência à possibilidade de fabricação
                              de clones , seria expressão extrema. Um ótimo final de semana para todos(as)
                              Dalvino José Zeferino.
                                                         

    ALMA E DINHEIRO DO LIVRO CIDADE & ALMA DE JAMES HILLMAN( ÀS FLS 99 À 107 )

     
                                                               ALMA E DINHEIRO
                                                              =x=x=x=x=x=x=x=
                                       Qualquer coisa que digamos a  respeito do  dinheiro com relação à prática
                          analítica, qualquer coisa que venhaamos a dizer sobre dinheiro estará condicionada
                          pelos valores de nossa tradição cultural.Primeiro, falamos num nível irrefletido, -
                          com a voz da consciência coletiva, para usar o termo Junguiano, de forma que,para
                          comprarmos a questão do dinheiro em análise, temos primeiro que examinar nossa
                          consciência coletiva, as próprias atitudes profundas, antigas e imperceptíveis que,di-
                          gamos, arquetipicamente já fixaram o dinheiro dentro de uma estrutura definida,es-
                          pecialmente no que toca a ama.A estrutura de que falamos é a de nossa cultura  --
                          como  um todo, e ela é cristã de forma que temos que primeiramente olhar as
                          ideas e imagens cristãs sobre dinheiro e alma,ao começo, então, agora sem a ajuda -
                          da apologética e da exegética cristã, sem me valer do aparato acadêmico, simples -
                          mente como o homem comum que abre sua bíblia num quarto de hotel e lê as pa-
                          vras nos moldes de sua consciência coletiva,pois as palavras de Jesus com relação ,
                          ao dinheiro, estejamos ou não conscientes dela, ainda ecoam em nós como elemen-
                          tos dessa cultura; temos aqui algumas passagens dos Evangelhos que gostaria de
                          relembrar antes de tirar algumas conclusões. O Evangelho de João coloca a primei-
                          ra dessas histórias de dinheiro no princípio do ministério de Jesus.( João 2:14)." E
                          achou no templo os que vendiam bois, e ovelhas, e pombos, e os cambiadores as-
                          sentados (Kollubistes, literalmente " tosquiadores de moedas").E, tendo feito uma
                          azorrague de cordéis, lançou todos fora do templo, também os bois e ovelhas,    e
                          espalhou o dinheiro dos cambiadores, e derrubou as mesas. e disse aos que vendi-
                          am os bombos: Tirara daqui estes, e não façais de casa do meu Pai a  casa de ven-
                          da ( um mercado)".Na versão de Marcos ( 11:17), Jesus diz " um covil de ladrões",-
                          referindo-se especificamente aos compradores e vendedores.
                                         "James Hillman se refere aqui a seus companheiro de painel no 8° Congres-
                          so Internacional de Analistas Junguianos, em san Francisco , 1980 , com as palestras,
                          respectivamente, " Myth and money" ( Joel Covitz) e " Fee-less practice and soul work"
                          (Arwind Vasavada). ( N.do T.)a parte inferior é, apesar de enraizadaa, incerta, como é
                          o sexo , como são aos dinheiro, fatos, a serem lidados como lidamos com os bichos,e
                           outras coisas.N.do T.)".
                                          Acima de tudo , o dinheiro é plural: dinheiros.Portanto, o dinheiro não se
                           equivale a nenhuma ideia isolada: troca, energia,valor, realidade.Ele tem raízes, é in-
                           certo,polimorfo. Num momento, o complexo monetário convida Danae, que atrai  -
                           Zeus para seu colo como um chuva de moedas> num outro , ele é o ouro que chama
                           Midas; ou Hermes, o ladrão, patrono dos mercadores, do comercio fácil. ou pode ser
                           o velho avarento saturno, que, para começo de conversa, inventou a moeda e a pou-
                           pança.O dinheiro é tão proteano quanto o próprio deus marinho. mesmo atendo   a
                           honorários fixos, contas regulares e balanços anotados a auditados nunca conse -
                           guimos manter suas ramificações harmonizadas.Os canhotos dos cheques nunca   -
                           batem, os orçamentos sempre estouram.Inventamos cada vez mais maquinárias pa-
                           ra ontrolar o dinheiro, cada vez indicadores e medidas mais refinadas para previ -
                           sõs econômicas, nunca entendendo aquilo que Olson nos fala: Os fatos do dinheiro
                           são como um rio, águas passam.
                                           Mas, a final, o que faz o dinheiro pela alma: qual sua função específica ao
                           possibilitar a imaginação?.Fazia com que a imaginação seja possível no mundo. A
                           alma precisa do dinheiro para se refrear de voar para reino do Bardo, a realidade "so-a
                           mente-psíquica". O dinheiro segura a alma no vale do mundo, na poesia do concreto
                           em contato com o mar.De forma que a negociaçãoa de honorários,quer no estilo de
                           Vasavada ou no de Covitz, é uma atividade inerente psicológica. O pagamento de
                           honorário pode assumir diversos estilos, desde jogar em cima da mesa notas sujas
                           de cruzeiros antes que a hora comece, ou presentes, acordos e percursões,ou ainda
                           o envelope discreamente passado, até o modelo médico  abstrato de recibos e che -
                           ques despersonalizados; continua verdadeira a velha piada: " Quando um  homem  -
                           diz: " Não é pelo dinheiro, é pelo princípio"é pelo dinheiro".E no dinheiro que está
                           a questão real. O dinheiro é um princípio irredutível.A  análise, como percebem os
                           candidatos, realmente permite que a ama e dinheiro se encontrem.A espiritualidade
                           da divisão cristã fica suspensa: prestam-se contas aos deuses e aos Césares num mes-
                           mo pagamento. Paagamos aatributos à dispendiosidade do trabalho de alma,pois que
                           é raro, precioso, caríssimo. E fazemos jus ao dinheiro comum pelos " serviços profissionais
                           prestados".umas   frase igualmente  apropriada ao médico, ao  encanador e á qualquer
                           outro profissional.Que os analistas tenhama problemas ao justificar seus honorários
                           ultrajantes (e que, ao mesmo tempo, sintam que nunca ganham o suficiente compara-
                           do com advogados e dentistas) pertence à natureza arquetípica do dinheiro, como
                           vimos observando.A questão do dinheiro não pode ser administrada em mais facilidade
                           do que qualquer outros a fazer.Um ótimo final de semana para todos(as) Dalvino José
                           Zeferino.

    " PAGANDO O PREÇO "

                                             
                                                                     PAGANDO O PREÇO
                                                                     -------------------------
                                                                     x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x
                               Qual o valor de uma análise ?.A agratuidade pode inviabilizar    seu
                      começo ?. Quando não se paga o preço ?. Que condições impedem o aces-
                      so ao dispositivo analítico?. Qual a margem de manobra do analista para
                      intervir sobre elas?.
     
                                            A CONDIÇÃO DO SINTOMA
                              Por Dalvino José Zeferino. ( Analista )
                              A experiência   com essa   limitação imposta levou-me a " atender mediante a
                    pagamento"  à   consideração ; discussão  e até retificação  da rigidez das nossas nor-
                    mas em atenção a cada caso   particular.Sabemos   que   Freud,em " sôbre     o inicio
                    do tratamento", indicava  os problemas das     resistências  ao tratamento     quando
                    não se   paga o preço, daí uma as contra-indicações  de  aceitar em tratamento desse
                    tipo de caso. Mas   também sabemos que hoje existe a presença dos psicanalistas em
                    diversas instituições  onde funcionam tanto gratuidades quanto aos tratamentos nes-
                    sas condições.Faz falta que haja sintoma análitico e que haja sofrimento do sintomas,
                    que é o gozo do sintoma presente como não - prazer, e isso basta para implicar      as
                    transferência".Tendo isso e o psicanalista como esse objeto multifuncional, disponível
                    para múltiplos usos, as contra indicações são sempre caso a caso.
                             Destaco esta citação  como  marco para apresentar um caso onde a questão do  -
                    dinheiro e a falta  de pagamento num  tratamento numa instituição apresentam um -
                    limite a ser  superado, apostando-se no sintoma como condição para uma experiência
                    analítica.
                             Dos sintomas ao sintoma
                   1º Tempo: Os sintomas / A gratuidade / Fuga na enfermidade
                   2º Tempo: Dinheiro e psicanálise / Pagar o preço do sintoma.
                             Um ótimo final de semana para todos(as),Dalvino José Zeferino.