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August 26 " OS LIMITES DA INTERPRETABILIDADE " SONHOS ÀS FLS: 205/209 DO LIVRO INTERPRETAÇÃO DOS SONHOS E OUTROS ENSAIOS. OS LIMITES DA INTERPRETABILIDADE ( 1925)
S O N H O S
A pergunta que procura saber se podemos da uma tradução completa e segura
de todo produto da vida INÍRICA no modo de expressão da vigília (interpretação),não
deve ser tratada de maneira abstrata e sim com relação às condições em que trabalhamos
na interprestação do sonho. Nossas atividades psíquicas visam um objetivo útil ou um -
prazer imediato. No primeiro caso há resoluções intelectuais, preparativos para ações ou
para comunicações a outras pessoas. No segundo caso denominamos estas atividades psi-
quícas brincar e fantasiar. Como é sabido, também o útil não passa de um meio indire-
to para uma satisfação de prazer. O sonhar é uma atividade da segunda espécie, que de
acordo com a evolução histórica é a mais primitiva. Dizer que o sonhar se ocupa com os
problemas que a vida apresenta procura levar o termo ou do trabalho do dia, conduz a
erro.Com estas coisas ocupa com um problema da vida, resolve-o de tal modo que cor -
responde a um desejo irracional não de maneira que corresponda a uma reflexão inte-
ligente. Sòmente dever-se atribuir ao sonho uma intenção de proveito uma função, a sa-
ber, ele deve evitar a pertubação do sono.Disto segue-se que é absolutamente indiferente
ao ego que dorme, ou se sonha durante a noite, contanto que o sonho realize a sua incu-
bência, e que os sonhos dos quais não se sabe dizer nada após o despertar são os que me-
lhor desempenharam suas funções.Se tão frequentemente se dá o contrário, se nós nos -
lembrarmos de sonhos,mesmo após anos e decênios, isso significa sempre uma invasão do
inconsciente RECALCADO, no EGO normal.Sem tal saatisfação o RECALCADO não quiz
dar seu auxilio para que cessasse a pertubação iminente do sono. sabemos que é esta inva-
são que fornece ao sonho sua importância para a psicopatologia. Se nos podemos desco -
brir o motivo que leva a este, conseguimos informes imprevistos dos impúlsos RECALCA -
DOS no inconsciente. por outra parte se nós anulamos suas desfigurações, estreitamos o
pensar preconsciente em estados de concentraão interna que no curso do dia não teriam -
chamado a si a consciência.Ninguém pode praticar a interpretação do sonho como ativida-
de isolada. essa constitue uma parte do trabalho analítico.De aordo com as nescessidade
dirigimos nosso interesse ora para o conteúdo ONIRICO preconsciente ora para a con-
tribuição incosciente à produção do sonho, frequentemente também negligenciamos um -
um elemento em favor do outro.Também nada adiantaria o fato de alguém querer propor-
se interpretar sonhos fora da psicanálise. O mesmo não escaparia às condições da situação
psicanalítica e, quando trabalha seus próprios sonhos, empreende sua própria auto-análise.
A nota não é para aquele que renúncia à cooperação da pessoa que sonha, e que quer efetu-
ar interperetação dos sonhos por intuição. Totavia esta interpretação do sonho sem atender
às associações do individuo é também, mesmo no caso mais favorável, uma obra não cien-
tífica de virtuoso e de valor muito duvidoso.Se realizarmos a interpretação dos sonhos se -
gundo o único processo técnico que se justifica, percebe-se ogo que o resultado depende o
eu desperto e o inconsciente recalcado. O trabalho sob " alta pressão de resistência" exige
como exemplo em outro lugar, uma oautra conduta analáitica diferente da do caso de baixa
pressão.Na analise durante longo tempo temos que enfrentar fortes resistências que ainda
não são conhecidas e que em todo caso não podem ser vencidas enquanto permanecem -
ignoradas.Não é, pois, de admirar que não se possa traduzir e aproveitar senão uma certa
parte das produções do sonho do paciente e esta as mais das vezes não completamente.
Mesmo quando pela nossa pericia chegamos à situação de compreender os sonhos para
cuja interpretação o indivíduo forneceu poucas contribuições, devemos ficar advertidos de
que a certeza de tal intepretação é duvidosa e temos dúvidas de impor nossas suspeitas ao
paciente.Ele pode vir a saber que um sonho a principio incompreensivel na mesma sessão ;
ainda se torna claro depois que se conseguiu remover uma resistência do individuo por meio
de palaras felizes. Subitalmente se lembrar este durma parte do sonho até então esquecida e
que dá a chave para a interpretação, ou estabelece uma nova associação com auxílio da - -
qual o que está obscuro, se elucida.Quando encontramos a interpretação de um sonho,não é
se também outros pensamentos preconcientes não se exprimiram por meio do mesmo sonho.
O caso de nós fiarmos na incerteza se uma expressão que ouvimos, uma explicação que rece -
bemos permitem esta ou aquela interpretação, indica além de seu sentido patente ainda
algo outro, ocorre também na vigília e fora da situação da interpretação do sonho.Os traba -
lhos analisados dos sonhos, tem embaraços em encontrar os meios de representação para
os pensamentos abstratos.Um ótimo final de semana para todos(as) Dalvino José Zeferino.
" NEUROSE "ÀS FLS.296 / VOCABULÁRIO LAPLANCHE E PONTALIS / MARTINS FONTES NEUROSE
-X-X-X-X-X-X-
Afecção psicogênica em que os sintomas são a expressão simbólica de
um conflito psíquico que tem raízes na história infantil do sujeito e constitue
compromissos ente o desejo e a defesa.A extensão do termo NEUROSE
tem variado bastane; atualamente tende-se a reservá-lo,quando isolado, para
as formas clinicas que podem ser laigadas à neurose obsessiva, à histeria e á
NEUROSE FÓBICA.A nosografia distingue assim NEUROSE ,PSI-
COSES, PERVERSÕES E AFECÇÕES PSICOSSOMÁTICAS,enquanto o estatuto noso-
gráfico daquilo a que e chama " NEUROSES ATUAIS "," NEUROSES TRAUMÁTI -
CAS", ou " neuroses de caráter " continua a ser discutido.Um ótimo ainicio de
semana para todos(as)a, Dalvino José Zeferino. August 25 "NOS LABIRINTOS DO ESPÍRITO HUMANO" MACHADO DE ASSIS ÀS FLS.9 DO LIVRO NOS LABIRINTOS DO ESPÍRITO HUMANO
Um dos livros mais importantes de Machado de Assis, Memórias Póstumas de
Brás Cubas é o pimeiro romance realista da literatura brasileira. Trata-se da autobi-
ografia de Brás Cubas, protagonista-narrador, que depois de morto escreveu suas -
memórias. O que interesses são os labirintos do espírito humano,de onde o autor -
exrai os seus temas: a morte, a luta entre o bem e o mal, a crueldade,a ingratidão ,
a sensualidade, o aultério, o egoísmo e a vaidade.Outro romance que merece desta -
que é Dom Casmurro, que focaliza mais uma vez o adultério, visto desta vez da per-
pectiva do marido, o narrador-personagem. Bentnho, um homem atormentado por
acreditar-se traído pela esposa, Capitu, e pelo melhor amigo, Escobar.Pela observa-
ção psicologica, pelo questionamento formal ou por seu caráter social.Dom Casmur-
ro continua ainda hoje a despertar a curiosidade do leitor e a envolvê-lo na visão de
mundo abrangente, irônica e desmistificadora de Machado de Assis.
" A minha primeira amiga e o meu maior amigo, tão extremosos ambos e tão
queridos também, quis o destino que acabasse juntando-se e enganando-me".
Um ótimo inicio de semana para todos(as) Dalvino José Zeferino.
August 18 "VOCÊ CHEGOU,VI SUA PASSAGEM DENTRE MILHARES DE CORREDORES VOCÊ CHEGOU,DENTRE MILHARES DE CORREDORES
NA 20ª CORRIDA DA 10 MILHAS GAROTO
WILCIMAR NASCIMENTO AMARAL.
Sua mãe, já não axiste entre nós, seu pai o abandonou ainda
criança, resta apenas o consôlho dos irmãos(as), e seus amigos, sua ín-
dole e a formação do seu acaráter, foram constituída pelos seus méri -
tos, lembro de toda sua trajetória , foi nessa etapa que chama - se de
o espelho da vida que vc , formou toda a sua identidade; bonito disso
tudo, foi de você enxergar na experiência dos outros a sua própria vi-
da.
Amigo,irmão,ou pai ???. O que represento para você, não,
sem essas perguntas, deixa prá lá, são 27 anos de convivio,harmonia e
respeito, o afeto,amor, carinho e atenção é de fato um ânimo, um gaz
a mas para o confôrto da construção da família, baseado nisso, resta -
ver o que acontece de bom para nós.
Wilcimar na corrida das 10 milhas garoto,que aconteceu re -
centemente no domingo passado, não fui ver os favoritos(as), como
tal o Frank Caldeira que pertence o pelotão da elite, e também os Keni -
anos , tão bem colocados que fosse no primeiro lugar, como o Frank,-
já esperado, e sim fui ver a sua passagem, fiquei ali até vc, passar, e ai
puder sentir aquela vitória fantástica, da sua inexistênte qualificação,
mas do meu carinho e a admiração pela sua nobreza, sentir a sua posi-
ção no palanque ou no pódio, pela sua conquista não pelo alto desem-
penho da corrida sim como homem de bem, parabéns pelo ato de adotar
uma criança,você pode sentir-se CAMPEÃO, por este belo ato, seu amigo
de sempre Dalvino, um ótimo inicio de semana para todos(as),Dalvino
José Zeferino. August 16 "DEPRESSÃO INFANTIL , TODO CUIDADO É POUCO" / DICAS DE SAÚDE. DEPRESSÃO, INFANTIL; TODO CUIDADO É POUCO
Quem já enfrentou uma crise de depressão sabe que este é um desafio respeitável. Algo como
bater de frente com um maciço elefante de tristezas e frustações. Agora, tente imaginar alguém com
um décimo da sua bagagem de vida tendo de enfrentar o mesmo elefante...
No mínimo , uma covadia. No máximo, uma carnificina. É exatamente este tipo de amea-
ça que a depressão infantil representa. Estima-se que a depressão infantil afete uma em cada 20 -
crianças abaixo dos 10 anos de idade. O problema maior está no fato de muitas de suas manifestações,
serem absolutamente diferente daquelas observadas em pessoas adultas. Já presenciei casos de crian -
ças rotuladas como difíceis e mal educadas, quando, na verdade, estavam sofrendo de crise depressi-
vas severas. E ninguém parecia entender coisa alguma. Pirraça e agitação.As crianças não possuem -
um vocabulários suficiente para expressar seus sentimentos. Em geral fazem isso melhor através de --
atitudes. E, quem tem paciência hoje em dia para prestar atenção em atitudes que perturbam?.
Quem nunca criou um rótulo instantâneo e descartável para um filho ou sobrinho de comporta -
mento irritante? Infelizmente, em alguns casos, a crise de pirraça ou aquelas agitações todas eram mani-
festações de um quadro depressivo. E você c omeu môsca. Por exemplo, uma criança com menos de 6
anos de idade que se torna desinteressada, anciosa, não quer ir para a escola, se queixa frequentemente
de cansaço,a dor de cabeça ou dores na barriga associadas a medos irracionais, pode estar com depres-
são.A depressão infantil pode afetar o rendimento escolar, o desenvolvimento emocional normal e esta-
bilidade de toda a família, resultando em um maior incidência e violência doméstica e abuso de drogas.
Sem tratamento adequado 40% dessas crianças afetadas apresentarão uma crise grande de depressão -
nos dois anos seguintes, metade delas tentará o suícidio e 7% terão exitos.
CAUSAS DESCONHECIDAS
Ainda não se sabe exatamente a causa da depressão infantil. fala-se muito em fatores genéticos,or-
gânicos e ambientais. Sinceramente , na imensa maioria dos casos que se tem conhecimento que a
criança está simplesmente refletindo a falta de atenção, carinho e estrutura familiar à sua volta.
Se você acordou para o problema e quer evitar que a depressão ameace o pequeno tesouro que está
sob a sua responsabilidade, guarde estas regras de ouro no seu coração.Redobre sua atenção quando a
criança estiver atravessando situações de risco:mudanças, separações dos pais, morte na família,chegada
de um novo irmãozinho,etc.Se a criança apresentou uma mudança súbita de comprtamento (agressividade,
irritação,agitação ou desinteresse), alteraçoes no apetite ( tem dificuldade para ganhar peso) ou no pa-
drão do sono(sofre de pesadelos e terrores noturnos), baixa autoestima (vive dizendo "todo mundo me
odeia")ou dificuldade de concentração (queda no rendimento escolar), leve-a para ser valiado( a) por um
profissional de saúde capacitado. Quando mais cedo a depressão for diagnosticada,mais fácil e bem suce-
do será o tratamento. Uma criança sadia, que cresce à sombra de uma orientação afetuosa e honesta,
dificilmente desenvolverá um distúrbio depressivo. Por isso, demonstre sempre seu amor na mesma pro-
porção em que cobra diciplina.Esse, talvez seja o grande segredo de tudo. Essas pesquisas foram recen-
temente feita por mim,baseados em estudos e muitas visitas a lares e consultas a pacientes adultos que
vem reclamando dos seus filhos,sobrinhos e netos,servirá de conclusão para minha tese de doutorado na
área de depressões ( transtorno depressivos), um ótimo final de semana para todos(as),Dalvino José Zefe-
rino.
,
August 15 " O ESCRITOR(A) É ATESTEMNHA DESTE MUNDO "POR LYGIA FAGUNDES TELLES O ESCRITOR(A0 É TESTEMUNHA DESTE MUNDO
Você se lembra qual foi o primeiro livro que você leu ? E como foi o seu contato
inicial com a literatura ?. O jornal era o Estado de São Paulo, enfiadoa debaixo da por-
ta com um romance folhetim, os dois garotos, que minha mãe lia na maior exaltação
e depois costurava os faciculos. Eu tinha paixão pelas vistosas capas coloridas dos
faciculos, mas a única vez que tentei ler o texto, achei uma embrulhada dos diabos e
não entendi nada. Na prateleira da sala de visitas ficavam ainda uns vagos romances de
capas sentimentais E alguns livros de poesia.Nas festas de fim de ano, prendiam meu -
cabelo com papelotes durísssimos, era bonito ter cabelo crespo. E, eu recitava " O pás-
saro cativo " e " A fonte e a flor ".Na semana Santa era a hora do anjo: vestia a bata
branca e lá ia equilibrando as asas que eram de penas verdadeiras, o que me dava o direi-
to de ir bem na frente dos outros anjos com asas de pepel crepom.Ainda asa capas aceti-
nadas com os títulos dos livros decidindo minhas leituras. Que raras .Poucas as revistas
ou livros de histórias que chegavam até nós: tinha. Eu sei tudo,que eu adorava pr causa
das figuras. Tinha o Almanaque do tico Tico e o almanaque do Biotônico Fantoura, dis-
tribuido nas farmácias. A solução era a gente começar a contar histórias: ao encontro -
do Livro dos Fantasmas(onde?)a foi decisivo no rumo que tomaram essas histórias.
Li-o numa só às vezes fechava os olhos de horror, não queria continuar,não queria !.E -
continuava, sem saber mais o que era pior,a se as gravuras oau a palavras, o livro era to-
do ilustrado. Comecei a contar histórias antes mesmos de saber escrevê-las.A inventar
essas histórias para a criançado do bairro.Pense nisso um ótimo final de semana para to-
dos(as) Dalvino José Zeferino. " AQUILO " LUIZ FERNANDO VERISSIMO DO LIVRO ÀS FLS 71/72 AQUILO
(UMA HOMENAGEM A UMA ASSÍDUA LEITORA/DALILA(PI)
De uns tempos para cá, eu só penso naquilo.Eu penso naquilo desde os
meus, sei lá, onze anos. Onze anos?;É. E o tempo todo.Não. Eu, antigamen-
te pensava pouco naquilo. Era uma coisa que não me preocupava.Claro
que a gente convivia com aquilo desde cedo. Via acontecer à nossa vol-
ta,não podia ignorar. Mas não era, assim, uma preocupação constante.
Como agora. Prá mim sempre foi. Aliás, eu não penso em outra coisa.Des-
de criança?.De dia e de noite.E como é que você conseguia viver com is -
so desde criança ?.Mas é uma coisa natural. Acho que todo mundo é as -
sim.Você é que é anormal, se só começou a pensar naquilo nessa idade.
Antes eu pensava, mas hoje é uma obsessão. Fico imagi-
nando como será. O que eu vou sentir. Como será o depois. Você se preo-
cupa demais. Pecisa relaxar. A coisa tem que acontecer naturalmente. Se
você fica ansioso é pior. Ai sim, aquilo se torna uma angústia, em vez de
um prazer. Um prazer ?.Aquilo?. Prá você não sei. Prá mim, é o maior pra-
zer que um homem pode ter. É quando o homem chega ao paraíso.Bom,se
você acredita nisso, então pode pensar naquilo como um prazer. Prá mim
é o fim. Você precisa de ajuda, rapaz. Ajuda religiosa?.Perdi a fé há muito
tempo. Da última vez que falei com um padre a respeito , sabe o que ele me
disse foi, que eu devia rezar. Rezar muito, para poder enfrentar aquilo sem -
medo.Mas você foi prucurar logo um padre?.Precisa de ajuda psiquiátrica.
talvez clínica, não sei. Ter pavor daquilo não é saudável. E eu não sei?Eu
queria ser como você. Viver com a perspectiva daquilo naturalmente, até -
alegremente. Ir para aquilo assoviando. Ah, vou. Assoviando e dando -
pulinhos. Olhe,já sei o que eu vou fazer. Vou apresentar você a uma amiga --
minha.Ela vai tirar todo o seu medo.Sei. Uma dessas trascedentalistas.Não
é daquilo mesmo.Codinome Neca. com ela é tiro e queda. Figuraivamente fa-
lando, claro. O que?.Do que é que nós estamos falanado?Daquilo. Da morte.
Ah. E você?Esquece. Essa justa homenagem a uma amiga que acabei de fazer
através da internet, reside em Piaui /Terezinha seu nome é Dalila Ribeiro, a to-
dos um ótimo final de semana; Dalvino José Zeferino. "FOGUETE DE BAIRRO" ÀS FLS.105/106- DO LIVRO - QUATRO VOZES(CARLOS DRUMOND DE ANDRADE) FOGUETE DE BAIRRO
Os garotos da vizinhaça vieram pedir-me auxílio para
construção de um foguete intersideral, mostrando-me o res-
pectivo projeto.A contribuição podia ser em alumínio ou cru-
zeiros, que é uma espécie mais leve, praticamente imponde -
rável, de aluminio.Eles fundaram uma sociedade de pesquisas
espaciais, da qual o presidente é o Ivã, eleito pelo sistema de
cédula única, isto é, Ivã mesmo se elegeu, pois foi quem teve
idéia de constituir a sociedade. Seus companheiros já foram -
convidados nessa base e não haverá plebisito para decidir-se o
presidente pode exercer plenos poderes ou se fica sob o contro-
le de uma comissão de notáveis da nossa rua, no Posto 6 .O que
todos queremos, explicou-me o Ricardinho, é ver o foguete -
aprumar; e se o foguete aprumar legalmente, e se houver mais
"aluminio",fabricar outro foguete mais legal ainda, até que -
ele possa levar um rato, depois um gato, depois um cachorro e,
finalmente, os próprios membros da sociedade, cada um por sua
vez. Talvez, haja briga é na hora de estabelecimento das prioria-
dades de vôo. O presidente Ivã reserva para si a aprimeiro cosmos-
viagem e é justo . Além de justo, é perigoso, o que há de esfriar
um pouco o entusiasmo pioneiro dos cosmocolegas. Da segunda
viagem em diante é o que o problema se colocará. Não antecipemos
O fato e que a juventude dos nossos, colégios está, por sua conta e
risco, tomando as povidências cabiveis para um novo tipo de via-
gem, que tudo india se converterá , mais dia menos dia, em hábito
corigueiro de fim de semana. Não sei se os órgãos públicos nacio -
nais vêm manifestando o mesmo interesse pelo assunto, estabele -
cendo programas espaciais que permitam aos adultos bisbilhotar as
altas esferas antes que cheguem lá os filhos adolescentes desses -
adultos. Pelo menos, não consta a criação de uma agência federal
autônoma, nem a nomeação de um ministro extraordinário, sem
pasta,para cuidar de matéria tão relevante. Em contraste,os garotos
fundam associações de esudos e obsrvações cientifícas do universo,
e tratam de provê-las de meios técnicos e financeiros da melhor ma-
neira que podem. A iniciativa do meu vizinho Ivã não é isolada. Ouço
dizer que diversos bairros ja têm instaladas suas sociedades juvenis
de persquisa sideral, com o equipamento modesto que a economia
de seus integrantes comporta, e muita esperança de sobresselente. Um
lider da novíssima geração somará esses esforços, unificando-os numa
entidade de âmbito guanabario e, quem sabe, nacional ninguém se
espante se o primeiro foguete " legal"a dos garotos subir na Barra da
Tijuca em direção a Vênus, antes dos engenhos supostamente meditados
neste momento pelos doutores e sábios. E então as entidades científi-
cas e os órgãos técnicos de alto gabarito ficarão de queixo caido;não po-
rem, este vosso cronista, que desde já promete levar sua cota de alumínio,
perdão, de cruzeiros, ao presidente Ivã e à sua euipe.Que todos(as)tenham
um ótimo final e semana. Dalvino José Zeferino.
August 14 " A PSICOTERAPIA COMO UM CUSO EMOCIONAL "AS FLS.227/228 DO LIVRO INTELIGÊNCIA EMOCIONAL DE DANIEL GOLEMAN,PHD A PSICOTERAPIA COMO UM CURSO EMOCIONAL
Felismente, os momentos catastróficos em que as lembranças traumáticas se gravam são
raros na vida da maioaria de nós. Mas os mesmos circultos que gravam tão fortemente as lem -
branças traumáticas também estão supostamente em ação nos melhores momentos da vida .
As mais comuns agruras da infância, como ser constantemente ignorado e privado de atenção
ou carinho dos pais, o abandono, perda ou rejeição social podem não ser traumatizantes,embo-
ra certamente sentimentos irados nessas relações íntimas da vida adulta. Se é possível curar o PTSD,
o mesmo pode acontecer com os arranhos sociais que tantos de nós trazemos. Esta é uma tarefa
para a psicoterapia. E, em geral, é no aprender a alidar habilmente com essas carregadas rea -
ções completamente informadas do córtex pré-frontal oferece um modelo neroanalítico para a
maneira como a conjetura Joseph LeDoux, o neurocientistaa que descobriu o papel de gatilho sen-
sível da amígdala nas explosões emocionais: Uma vez que nosso sistema emocional aprende al -
guma coisa, parece que nunca mais nos livraremos dela. O que a terapia faz é ensinar-nos a contro-
la-la: ensina nosso neocórtx a inibir nossa amigdala. A tendência à impulsividade á suprimida,en -
quanto a emoção básica sobre ela continua sob contenção. Considerando que a arquitetura do cé-
rebro está por trás do reaprendizado emocional, o que parece permanecer, mesmo após uma psi -
coterapia bem - sucedida, é uma reação vestigial, um resto da sensibilidade ou medo original na
raiz de um problema emocional perturbador. O córtex pré-frontal pode aprimorar ou frear o im -
pulso desenfreado da amídala, mas não pode impedi-lo de reagir mesmo.Assim, embora não pos-
samos decidir quando temos nossas explosões emocionais, temos mais controle sobre o quanto -
elas duram. Um tempo mais rápido de recuperação dessas explosões talvez seja um sinal de matu-
ridade emocional. Durante a terapia, o que parece mudar principalmente são as respostas que as -
pessoas dão assim que uma reação emocional é disparada , mas a tendência para a reação ser dispa-
rada não desaparece inteiramente. Isso é adiado por uma série de estudos em psicoterapia realiza -
dos por Lester Luborky e seus colegas na Universidade da pensilvania. Eles analisaram os princi -
pais conflitos de relacionamento que levavam dezenas de pacientes à psicoterapia, questões de re-
lacionamento que levavam dezenas de pacientes à psicotrapia , questões como o profundo anseio
por por ser aceito ou encontrar intimidade, ou o temor de ser um fracasso ou superdependente. Eles
analaisaram então cuidadosamente as respostas típicas (sempre negativas) que os pacientes davam
quanto esses desejos e medos eram ativados em seus relacionamentos, respostas como ser muito
exigente,que geravam reações de raiva ou frieza na outra pessoa, ou muito exigente, que geravam
reações de raiva ou frieza na outra pessoa, ou retirar-se como uma autodefesa de uma ofensa prevista,
a outra pessoa triste com a suposta rejeição. Durante esses malfadados contatos, os pacientes,compre-
ensivelmente, sentiam-se inundados por sentimentos perturbadores, desesperanças e tristeza, ressenti-
mentos e raiva, tensão e medo, culpa e auto-recriminaçãoa, por aí adiante. Qualquer que fosse o pa-
drão específico do paciente parecia surgir na maiaoria dos mais importantes relacionamentos, com o
cônjuge ou o namorado,a filho ou pai, ou colegas e chefes no trabalho.Durante a terapia de longo
prazo, porém, esses pacientes passavam por dois tipos de mudanças: sua reação emocionada aos fatos
disparadores tomava-se menos angustiante, e até calma e divertida, e suas respostas abertas tornavam-
se menos angustiante, e até calma e divertida, e suas respostas abertas tornavam-se naus efetuva na
obtenção do que eles realmente queriam do relacionamento. o que mudava, porém, era o subjacente
desejo ou medo e a pontada de sentimento inicial. Quando o tratamento já estava chegando ao tér-
mino, os relatos que faziam indicavam que já estavam reagiando negativamente de forma menos in-
tensa e jáaaa havia duas vezes mais probaidade de obter a resposta positiva que profundamente deseja -
vama da outra pessoa. Mas o que não mudava de modo algum era a sensibilidade particular na raiz
dessas necessidades. Em termos do cérebro, podemos especular, os circuitos límbios mandariam si-
nais de alarme em resposta a indicios de um ato temido, mas o córtex pré-frontal e zonas relaciona-
das teriam aprendido uma nova e mais saudável respostas. Em suma, as ligações emocionais,a mesmo os
hábitos mais profundamente arraigados do coração, aprendidos na infância podem ser reformuladas. A
aprendizagem emocional é para toda a vida. Um ótimo final de semana para todos(as) Dalvino José
Zeferino.
August 13 "O CONTO DE MACHADO CONQUISTA ESPAÇO NO UNIVERSO LITERÁRIO BRASIEIRO" ÀS FLS.08/09 " O CONTO DE MACHADO CONQUISTA ESPAÇO NO
UNIVERSO LITERÁRIO BRASILEIRO "
MACHADO DE ASSIS
MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS
DOM CASMURRO( IMORTAIS DA LITERATURA UNIVERSAL)
Antes de Nachado de Assis, o conto, como tradição literária,
inexsistia no Brasil, o melhor do escritor, reunido em Papéis Avul-
sos ( 1822), Histórias Sem Data (1884), Várias Histórias (1896),Pá -
ginas Recolhidas (1899) e Relíquias Da Casa Velha (1906), pode ser
ser agrupado em duas categorias: contos de observação da vida -
exterior e contos de análise psicológia. Considerando-se sua lite-
ratura dividida em duas fases, os romances de Mahado de Assis. -
se distribuem da seguinte forma: Na primeira fase, as obras se -
guem o estilo ditado pelo romantismo, ja modificadas apela par-
ticular concepção da prosa de Mahado de Assis. Compões-se de
Ressureição (1872). A Mão e a Luva (1874)> Helena (1876); Iaiá -
Garcia(1878):, na segunda fase, inciada em 1881 com a publicação
de Machado de Assis de Memórias Póstumas de Brás Cubas,a pros-
segue com Quíncas Borba Aires (1908). Na realidade mais do que -
uma divisão de fases houve um progressivo amaduecimento literário
do autor. Nos romances da primeira fase, juntamente com o procedi-
mento típicos de outros autores românticos, Machado de Assis cria
seres que ambicionam mudar de classe social, ainda que isso lhes cus-
te sacrificar o amor. O escrior centrou seu interesse na sondagem psi -
cológica buscando compreender os mecanísmos que comandam as
ações humanas. Na segunda fase, acentuama-se as características do
romance realista machadiano, em que a análise psicológica, o pessi -
mismo, a criação de personagens marcantes, a línguagem correta, a
ironia, ao HUMOR, a conversa com o leitor seguem junto à análise da
sociedade e à crítica aos valores românticos.Pense nisso, um ótimo ini-
cio de semana para todos(as),Dalvino José Zeferino. August 12 POESIA LÍRICA ( FERNANDO PESSOA) AS FLS 85 POESIA LÍRICA
A poesia lírica, reunida nos livros Cancioneiro e Quadras
ao gosto popular, revela-nos um poeta que retoma alguns temas ,
ritimos e formas tradicionais e populares do lirísmo português . Em
cancioneiro encontramos desde poesias que apresentam uma refle-
xão sobre a própria arte poética e sobre o papel desempenhado pe-
lo artista ( " o poeta é um fingidor") a poesias que sondam o " eu -
profundo" ( " novelo embrulhado para o lado de dentro"). Dessa -
forma, a produção ortônima apresenta-se multifacetada,aspecto já
ressaltado pelo próprio poeta, que, num projeto de edição de suas
obras, afirmava que " Cancioneiro ( ou outro título igualmente inex-
pressivo) reuniaria vários dos muitos poemas soltos que tenho, e -
que são por natureza inclassificáveis salvo de essa maneira inesxpres-
siva".Podem os poemas ser inclassificáveis, mas o título do livro não
é tão inexpressivo, pois realça duas características da poesia ortônima
a tradição lírica lusitana (cancioneiro é a denominação dada às
coletâneas de cantigas medievais): a musicalidade, tanto aquela produ-
zida pela sonoridade dos versos como a direita invocação da música,-
sempre carregada de simbologia. Um ótimo inicio de semana para todos
(as), Dalvino José Zeferino.
August 07 "PAI , VEJO VOCÊ EM MIM..."POR DALVINO UMA JUSTA HOMENAGEM,AO DIA DOS PAIS
CONTA A HISTÓRIA
DE UM PAI
Pai passaram anos,muitos meses, sem a sua presênça agradável
de um pai presente, (você faleceu em 78),mais deixou um vácuo que
respeito como vontade de Deus, os levou para junto dele, você foi uma
pessoa maravilhosa,se respeitava como homem e aos outros como ser
humano,sabia simplesmente atender a todos sem distinção,ao seu jei-
to chamava até as crianças de senhor, via em você um exemplo para a
humanidade, tão truculenta e cheia de girias insuprtáveis hoje.
Pai o melhor exemplo e palavras que ainda ouço, é da sua juven-
tude empreendedora de seu investimento ainda cedo no trabalho quase
como escravo para ajudar a sua família numerosa,saiu do convívio dos
seus pais, ainda jovem na Bahia, para integrar aos peões empreiteros -
de uma ferrovia, que ligava Minas Gerais, ao Esp.Santo, quando foi no -
tado pela sua bravura e desempenho nos serviços daquela estrada,rece-
bendo um convite,para trabalhar nas lavoura cacaueira do Esp.Santo, -
não pensou muito e concordou a vir trabalhar na agricultura, onde
ainda jovem casou-se com minha mãe gerando um casal de filhos eu
e a minha irmã,a sua lida com a lavoura CACAUEIRA, rendeu um prêmio
foi doada por esse fazendeiro uma GLEBA DE TERRA, onde nos sustentou
até a sua existência,lembro da sua insistência em me proporcionar uma
vida melhor, já que aquilo que fazia para os outros era inúltil para mim,
seus conselhos para que eu estudasse e não seguir seus passos,devido a
não ter naquela época uma oportunidade. PAI , VEJO VOCÊ EM MIM, essa
minha homenagem pelo dia dos PAIS, aos filhos seja sempre grato aos
seus pais, assim como fui, um abraço a todos(as) e "FELIZ DIA DOS PAIS ;
DALVINO JOSÉ ZEFERINO. August 01 PSICOLOGIA / PSICANÁLISE / "LUTO E MELANCOLIA - À SOMBRA DO ESPETÁCULO- DA AUTORA SANDRA EDLER. LUTO E MELANCOLIA - A SOMBRA DO ESPETÁCULO
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COMENTÁRIOS
LUTO E MELANCOLIA; contempla um artigo de Freud, que se torna
referência obrigatória para todos os que se interessam pelo tema onipresente -
de DEPRESSÕES e dos transtornos ditos bipolares. Escrito em 1915, " Luto e
Melancolia " investiga dois estados que dão título ao trabalho, ressaltando o
aspecto natural do primeiro aspecto complexo e enigmátio que reveste o se -
gundo. Além disso, o artigo integra - com "As pulsões e sem destinos", O
recalque, " O inconsciente " e Complemento metapsicológico à teoria dos son-
hos."A assim chamada " Metapsicologia",conjunto de artigos escritos por Freud ,
em tempo recorde, um seguido do outro, destinados a fazer uma descrição exaus-
tiva dos processos mentais,regisrando principais elaborações da teoria psicaná-
litica de até então.Nas depressões conteporâneas, de acordo com a denominação
da autora,a observa-se um certo esvaziamento subjetivo e uma sensação de perda
sentido nas iniciativas comuns da vida.Informada por teoria da próparias psicaná-
lise e por diversas contribuições de sociologia. Sandra Elder; sugere que nosso
tempo é vitima de uma infração do imaginário, um tempo narcisista, de paixão
pela própia imagem, no qual o aceno da ciência à possibilidade de fabricação
de clones , seria expressão extrema. Um ótimo final de semana para todos(as)
Dalvino José Zeferino.
ALMA E DINHEIRO DO LIVRO CIDADE & ALMA DE JAMES HILLMAN( ÀS FLS 99 À 107 ) ALMA E DINHEIRO
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Qualquer coisa que digamos a respeito do dinheiro com relação à prática
analítica, qualquer coisa que venhaamos a dizer sobre dinheiro estará condicionada
pelos valores de nossa tradição cultural.Primeiro, falamos num nível irrefletido, -
com a voz da consciência coletiva, para usar o termo Junguiano, de forma que,para
comprarmos a questão do dinheiro em análise, temos primeiro que examinar nossa
consciência coletiva, as próprias atitudes profundas, antigas e imperceptíveis que,di-
gamos, arquetipicamente já fixaram o dinheiro dentro de uma estrutura definida,es-
pecialmente no que toca a ama.A estrutura de que falamos é a de nossa cultura --
como um todo, e ela é cristã de forma que temos que primeiramente olhar as
ideas e imagens cristãs sobre dinheiro e alma,ao começo, então, agora sem a ajuda -
da apologética e da exegética cristã, sem me valer do aparato acadêmico, simples -
mente como o homem comum que abre sua bíblia num quarto de hotel e lê as pa-
vras nos moldes de sua consciência coletiva,pois as palavras de Jesus com relação ,
ao dinheiro, estejamos ou não conscientes dela, ainda ecoam em nós como elemen-
tos dessa cultura; temos aqui algumas passagens dos Evangelhos que gostaria de
relembrar antes de tirar algumas conclusões. O Evangelho de João coloca a primei-
ra dessas histórias de dinheiro no princípio do ministério de Jesus.( João 2:14)." E
achou no templo os que vendiam bois, e ovelhas, e pombos, e os cambiadores as-
sentados (Kollubistes, literalmente " tosquiadores de moedas").E, tendo feito uma
azorrague de cordéis, lançou todos fora do templo, também os bois e ovelhas, e
espalhou o dinheiro dos cambiadores, e derrubou as mesas. e disse aos que vendi-
am os bombos: Tirara daqui estes, e não façais de casa do meu Pai a casa de ven-
da ( um mercado)".Na versão de Marcos ( 11:17), Jesus diz " um covil de ladrões",-
referindo-se especificamente aos compradores e vendedores.
"James Hillman se refere aqui a seus companheiro de painel no 8° Congres-
so Internacional de Analistas Junguianos, em san Francisco , 1980 , com as palestras,
respectivamente, " Myth and money" ( Joel Covitz) e " Fee-less practice and soul work"
(Arwind Vasavada). ( N.do T.)a parte inferior é, apesar de enraizadaa, incerta, como é
o sexo , como são aos dinheiro, fatos, a serem lidados como lidamos com os bichos,e
outras coisas.N.do T.)".
Acima de tudo , o dinheiro é plural: dinheiros.Portanto, o dinheiro não se
equivale a nenhuma ideia isolada: troca, energia,valor, realidade.Ele tem raízes, é in-
certo,polimorfo. Num momento, o complexo monetário convida Danae, que atrai -
Zeus para seu colo como um chuva de moedas> num outro , ele é o ouro que chama
Midas; ou Hermes, o ladrão, patrono dos mercadores, do comercio fácil. ou pode ser
o velho avarento saturno, que, para começo de conversa, inventou a moeda e a pou-
pança.O dinheiro é tão proteano quanto o próprio deus marinho. mesmo atendo a
honorários fixos, contas regulares e balanços anotados a auditados nunca conse -
guimos manter suas ramificações harmonizadas.Os canhotos dos cheques nunca -
batem, os orçamentos sempre estouram.Inventamos cada vez mais maquinárias pa-
ra ontrolar o dinheiro, cada vez indicadores e medidas mais refinadas para previ -
sõs econômicas, nunca entendendo aquilo que Olson nos fala: Os fatos do dinheiro
são como um rio, águas passam.
Mas, a final, o que faz o dinheiro pela alma: qual sua função específica ao
possibilitar a imaginação?.Fazia com que a imaginação seja possível no mundo. A
alma precisa do dinheiro para se refrear de voar para reino do Bardo, a realidade "so-a
mente-psíquica". O dinheiro segura a alma no vale do mundo, na poesia do concreto
em contato com o mar.De forma que a negociaçãoa de honorários,quer no estilo de
Vasavada ou no de Covitz, é uma atividade inerente psicológica. O pagamento de
honorário pode assumir diversos estilos, desde jogar em cima da mesa notas sujas
de cruzeiros antes que a hora comece, ou presentes, acordos e percursões,ou ainda
o envelope discreamente passado, até o modelo médico abstrato de recibos e che -
ques despersonalizados; continua verdadeira a velha piada: " Quando um homem -
diz: " Não é pelo dinheiro, é pelo princípio"é pelo dinheiro".E no dinheiro que está
a questão real. O dinheiro é um princípio irredutível.A análise, como percebem os
candidatos, realmente permite que a ama e dinheiro se encontrem.A espiritualidade
da divisão cristã fica suspensa: prestam-se contas aos deuses e aos Césares num mes-
mo pagamento. Paagamos aatributos à dispendiosidade do trabalho de alma,pois que
é raro, precioso, caríssimo. E fazemos jus ao dinheiro comum pelos " serviços profissionais
prestados".umas frase igualmente apropriada ao médico, ao encanador e á qualquer
outro profissional.Que os analistas tenhama problemas ao justificar seus honorários
ultrajantes (e que, ao mesmo tempo, sintam que nunca ganham o suficiente compara-
do com advogados e dentistas) pertence à natureza arquetípica do dinheiro, como
vimos observando.A questão do dinheiro não pode ser administrada em mais facilidade
do que qualquer outros a fazer.Um ótimo final de semana para todos(as) Dalvino José
Zeferino. " PAGANDO O PREÇO " PAGANDO O PREÇO
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Qual o valor de uma análise ?.A agratuidade pode inviabilizar seu
começo ?. Quando não se paga o preço ?. Que condições impedem o aces-
so ao dispositivo analítico?. Qual a margem de manobra do analista para
intervir sobre elas?.
A CONDIÇÃO DO SINTOMA
Por Dalvino José Zeferino. ( Analista )
A experiência com essa limitação imposta levou-me a " atender mediante a
pagamento" à consideração ; discussão e até retificação da rigidez das nossas nor-
mas em atenção a cada caso particular.Sabemos que Freud,em " sôbre o inicio
do tratamento", indicava os problemas das resistências ao tratamento quando
não se paga o preço, daí uma as contra-indicações de aceitar em tratamento desse
tipo de caso. Mas também sabemos que hoje existe a presença dos psicanalistas em
diversas instituições onde funcionam tanto gratuidades quanto aos tratamentos nes-
sas condições.Faz falta que haja sintoma análitico e que haja sofrimento do sintomas,
que é o gozo do sintoma presente como não - prazer, e isso basta para implicar as
transferência".Tendo isso e o psicanalista como esse objeto multifuncional, disponível
para múltiplos usos, as contra indicações são sempre caso a caso.
Destaco esta citação como marco para apresentar um caso onde a questão do -
dinheiro e a falta de pagamento num tratamento numa instituição apresentam um -
limite a ser superado, apostando-se no sintoma como condição para uma experiência
analítica.
Dos sintomas ao sintoma
1º Tempo: Os sintomas / A gratuidade / Fuga na enfermidade
2º Tempo: Dinheiro e psicanálise / Pagar o preço do sintoma.
Um ótimo final de semana para todos(as),Dalvino José Zeferino.
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