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日志


9月29日

MACHADO DE ASSIS 1839 - 1908 ( DO LIVRO)

NOS LABIRINTOS DO ESPÍRITO HUMANO- Um dos livros mais importantes de Machado de Assis,Memórias
Póstumas de Brás Cubas é o primeiro romance realista da literatura brasileira. Trata-se da autobiogra-
fia de Brás Cubas, protagonista - narrador, que depois de morto escreve suas memórias.O que interes -
sa são os labirintos do espírito humano, de onde o autor extrai os seus temas: a morte, a luta entre   o
bem e o mal, a crueldade, a ingratidão, a sensualidade, o adultério, o egoísmo e a vaidade. Outro roman-
ce que merece destaque é Dom Casmurro, que focaliza o narrador - personagem, Bentinho, um homem
atormentado por acreditar-se traído pela esposa, Capitu, e pelo melhor amigo, Escobar. Pela observação
psicológica, pelo questionamento formal, ou por seu caráter social, Dom Casmurro continua ainda hoje a
despertar a curiosidade do leitor e a envolvê-lo na visão de mundo abrangente, irônica e desmistifica -
dora de Machado de Assis. " A minha primeira amiga e o meu maior amigo, tão extremosos ambos e tão
queridos também, quis o destino que acabassem juntando-se e enganando-me ".
           De repente, ouvi bradar uma voz de dentro da casa ao pé: - Capitu !. E no quintal: - Mamãe ! E outra
na casa: - Vem cá !.Não me pude ter. as pernas desceram-me os três degraus que davam para a chácara,
e caminharm para o quintal vizinho.Era costume delas, às tardes, e às manhãs também; que as pernas tam-
bém são pessoa,apenas inferiores aos braços, e valem de si mesmas, quando a cabeça não as rege por
meio de idéias; as minhas  chegaram ao pé do muro. Havia ali uma porta de comunicação mandada rasgar
por minha mãe, quando Capitu e eu éramos pequenos. a porta não tinha chave nem taramela. Abria-se em
purrando de um lado ou puxando de outro, e fechava-se ao peso de uma pedra pendente de uma corda.
Era quase que exclusivamente nossa. Em crianças faziamos visita batendo de uma lado , e sendo recebidos
do outro com muitas mesuras. Quando as bonecas de Capitu adoeciam, o médico era eu. entrava no quintal
dela com um pau debaixo do braço, para imitar o bengalão do doutor João da Costa; tomava o pulso à
doente,e pedia-lhe que mostrasse a língua:" É surda , coitada !, exclamava Capitu. Então eu coçava o queixo
como o doutor, e acabava mandando aplicar-lhe umas sanguessugas ou dar-lhe um vomitório: era a terapêu-
tica habitual do médico. Capitu ! - Mamãe ! Deixa de estar esburacando o muro;vem cá, a voz da mãe era agora
mais perto,como se viesse já da porta dos fundos. Quis passar ao quintal, mas as pernas, há pouco tão anda-
rilhas, pareciam agora presas ao chão. Afinal fiz um esforço, empurrei a porta, e entrei. Capitu estava ao pé
do muro fronteiro, voltada para ele, riscando com um prego. O rumor da porta fê-la olhar para trás; ao dar co-
migo,encostou-se ao muro, como se quisesse esconder alguma coisa. Caminhei para ela. Naturalmente leva-
va o gesto mudado, porque ela veio a mim, e perguntou-me inquieta:Que é que você tem ? - Eu nada ?; - Nada
não. Você tem alguma coisa; quis insistir que nada, mais não achei língua. Todo eu olhos e coração, um cora-
ção que desta vez ia sair, com certeza, pela boca fora. Não podia tirar os olhos daquela criatura de catorze
anos, alta, forte e cheia, apertada em um vestido de chita, meio desbotado. Os cabelos grossos, feitos em duas
tranças, com as pontas  atadas uma á outra, à moda do tempo, desciam-lhe pelas costas. Morena, o queixo largo.
As mãos, a despeito de alguns ofícios rudes, eram curadas com amor; não cheravam a sabões finos nem águas de
toucador, mas com água de poço e sabão comum trazia-as sem mácula. calçava sapatos de duraque, rasos e
velhos, a que ela mesma dera alguns pontos. Que é que você tem? - repetiu. Não é nada - balbuciei finalmente.
E emendei lógo:-É uma notícia. - Notícia de que?.Pensei em dizer-lhe que ia entrar para o seminário e espreitar a
a imprenssão que há faria. Se a consternasse é que realmente gostava de mim. se não, e que não gostava. Mas todo
esse cálculo foi obscuro e rápido. senti que não poderia falar claramente, tinha agora a vista não sei como....
-Então ? . - Você sabe..... Nisto olhei para o muro, o lugar em que ela estivera riscando, escrevendo ou esburacando,
como dissera a mãe. Vi uns riscos abertos, e lembrou-me e gesto que ela fizera para cobrí-los.Então quis vê-los de
perto, e dei um passo. Capitu agarrou-me, mas, ou por temer que eu acabasse fugindo, ou por negar de outra ma-
neira, correu adiante e apagou o escrito. Foi o mesmo que acender em mim o desejo de ler o que era. Um ótimo ini-
cio de semana para todos (as) Dalvino José Zeferino.
9月26日

ATENDIMENTO PSICANÁLITICO ONLINE,CADA UMA NA SUA(POR DALVINO J.ZEFERINO)

IMPOSSÍVEL PENSAR NUMA FAMÍLIA SEM CONFLITOS,MAS O SEGREDO DA HARMONIA É APRENDER A TOLERAR E RESPEITAR
             Há quatro anos atrás, uma amiga da minha irmã, finalizou uma narrativa repleta de aborrecimentos familiares,
disparando a afirmação:"Parente e acidente !."O amargo comentario acabou virando um ditado muito popular na minha
casa, sempre lembrado quando algum familiar nosso pisava na bola e dava motivos para desgosto. como era raro isso
acontecer, foi crescendo em mim uma impressão que eu viria a perceber mais tarde, também era sutilmente sugerida
por estudiosos  do assunto: família e mais um problema que uma solução, isso quando não desanda de vez,transfor-
mando-se num inferno de dar inveja .Os médicos, no seu convívio esforçado com todos os tipos de patologias, acabam
sendo levados, sem querer, a conceituar a saúde como um estado de ausência de doenças. A psicanálise, criada por
médicos e exercida, até hoje, por muitos deles (como é o meu caso);herdou esse hábito de conceber a saúde psíqui-
ca pelo método de esclusão. Vem daí que muitos analistas acabam enfatizando o lado mais problemático da experiên-
cia humana, deixando o que é bom para fundo do cenário. Essa atitude  torna-se mais patente ainda quando o tema é
família, personagem constantemente responsabilizada por tudo quanto é trauma, conflito, neurose e loucura disponi-
vel no mercado.Dessa mesma opinião comungava, discretamente, um amigo meu, fosse a respeito de família em ge-
ral, fosse a respeito da sua, em particular; até que um dia  sua filha adolescente comunicou que registrara , como
senha de acesso à internet, a combinação  " família". como ele não atinasse com a razão da sua escolha, ela expli-
cou : deveria registrar uma senha para uso de todos os moradores da casa e pensará em usar " família 10 ", mas o
número de digitos não poderia passar de oito, por isso ela tirara o zero. " Mas por que família 10 ?,insistiu o meu
amigo, ainda sem entender. " Ah pai ", ela respondeu sem hesitar, " porque eu acho que a nossa familia é 10 ! ....
Qual pai não ficaria, como o meu amigo, emocionado até as lágrimas ao saber que sua família ganhava uma nota
tão elevada, ainda mais quando conferida por um jurado tão rigoroso e sincero quanto um adolescente ?.E quanto
não daríamos todos nós para descobrir e reproduzir as características que uma família deve ter para garantir e per-
petuar um julgamento tão favorável ?. É justamente aí que mora o perigo, pois não temos como saber o que deve ser
feito, antes de fazê-lo. sendo assim, os rumos de uma família seguem uma trajetória criada a nossa revelia ,portan-
to, impossível de serem submetidos ao controle exclusivo de nossa vontade.Formular receitas, mesmo aquelas
oriundas de sofisticada culinária psicanalítica, de como as famílias devem ser tão inútil, quanto determinar qual
deve ser a direção do vento ou qual deve ser o horário da chuva.Além de inútil, a tentativa comprometeria o sabor
da espontaneidade, tempero tão apreciado em qualquer relacionamento. Uma coletânea de expectativas, a psicanálise,
como outras disciplinas interessadas no comportamento humano, pode, isto sim, sugerir maneiras de esmiuçar a
intrincada rede de emoções tidas por uma família, alargando o nosso entendimento sobre sua natureza.Basta con-
viver, durante tempo suficiente, na intimidade familiar para descobrir como se distribuem seus principais papéis e
quais as relaçoes de poder, "AMOR e ÓDIO", que se estabelecem entre os seus  componentes.Quanto mais irredutível
for essa intenção, mais ela será o fator responsável pelo bloqueio do desenvolvimento e crescimento naturais de
todos os seus componentes.Nossa tendência ao enriquecimento e progresso emocional e até mesmo material só pode
encontrar campo livre para frutificar quando a atmosfera familiar estiver  dominada por telerância e aceitação das
diferentes formas de ser de cada um os seus membros.CHUVAS , TROVOADAS, DESARMONIA NOS RELACIONAMENTOS,
PRONTO, BASTA ISSO PARA VOLTAR PARA O COLO DA MAMÃE. A harmonia familiar é como ouvir uma orquestra mu-
sical tocando ; baseia-se na combinação de timbres, notas e instrumentos marcadamente diferentes e não na jus-
taposição de elementos idênticos, que só consegue produzir sons enfadonhos, repetitivos e desvitalizados.Uma família
é um organísmo vivo. Seu grau de vitalidade supera a soma do vigor das pessoas que a integram.Ela está, portanto,
sujeita a oscilações como tudo, o que respira e se reproduz sobre a face da Terra. Por isso, ela pode ser digna de
figurar na árvore genealógica iniciada no ÚTERO que nos concebe, seguida pelo SEIO que nos alimenta e pelo colo que
nos contém e conforta.Como todos esses protagonistas da criação de nossa história pessoal, a família também tem
seus dias de CHUVAS,TROVOADAS,interpretar essas épocas de turbulência  como simples expressão de anomalias ina-
ceitáveis e passíveis de rápida extirpação é um postura que trai a ânsia teimosa e mal-disfarçada de atingir um paraiso
perfeito, cujo resultado é uma pasmaceira monótona e indigna de ser considerada humana. Encarar as divergências
internas como manifestações fertilizantes de energia e vitalidade pode, surpreedentemente, levar-nos a receber a nota
máxima do mais severo examinador, ou quem sabe um desafio a vida. Um ótimo final de semana a todos (as) é o que
deseja Dalvino José Zeferino.
9月17日

" O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA MINHA CIDAE,", COM O DESLUMBRAR, DOS MOMENTOS VIVIDOS, POR MIM, DO QUE CONSTRUIMOS, AJUDAMOS, HOJE OBSERVO OS GANHOS COM ESSAS FACILIDADES.

DESLUMBRANDO ATRAVÉS DA JANELA DE UM ÔNIBUS, COM DESTINO A UM OUTRO BAIRRO, OBSERVO ATRAVÉS DOS AVANÇOS, COM MODERNIDADES ALCANÇADAS. FIQUEI PENSANDO NESSE TRAJETO QUE FIZ, O QUE CONTRIBUIMOS PARA AS BENFEITORIAS.O BOM DE TUDO ISSO, É QUE OS NOSSOS FILHOS, NETOS, BISNETOS, PARENTES E AMIGOS EM GERAL. PODEM USUFRUIR.A cidade desenvolveu, cresceu, deu cara nova de metrópole, ganhamos em todos os sentidos com esses benefícios, nessa nova estrutura urbana, dexei o meu carro na garagem para usar o sistema transcol de ônibus de interligação via outros terminais, o meu primeiro destino foi o do IBES, aqui em Vila Velha-ES, daquele terminal, tomei outro ônibus que me levou até ao outro terminal de Campo Grande, este do Mun. de outra cidade aqui de Cariacica - ES, lá nesse bairro,  foi constatado por mim; o maior Shopp de Rua aberto do Estado do Espírito Santo, mais precisamente em uma das Avenidas bastante movimentadas que é a Av.Expedito Gárcia,através da janela do ônibus, vi várias lojas de departamentos, como Lojas Americanas, Casas Bahia, etc, e muitos supermercados, com seus magníficos movimentos, além de muitos Bancos privados e federais, o movimento das pessoas é frenéticos, pude observar várias pessoas com sacolas dessas lojas, e o meu destino, era exatamente o bairro de Viana-ES. Na volta para casa, fiz o mesmo percurso, porém no terminal de Campo Grande, embarquei num ônibus desses articulados novo com capacidade para noventa pessoas , com destino a Vila Velha-ES, exatamente no terminal do Ibes-Vila Velha-ES, Fiz uma breve análise da trajetória, e o momento atual, nós estamos vivendo consequentemente numa condição confortável,sabemos que o progresso demora a vir, mais quando concluido isso tudo é prazeroso; desfrutá-los dessa situação. E o que tiramos desses benefícios, é o sua atual situação, como cidadão contribuinte, que ao longo dos anos contribuiu com a previdência, para ter nesse momento, de nossas vida o conforto proporcionado com garantias e segurança como aposentado. O que quero passar para o caro amigo virtual, é que com a chegada da nossa idade  avançada, não corremos tanto, e  podemos admirar o que é constatado de melhoras em nossos bairros, as vezes passamos muito tempo  sem sair de casa, e quando optamos por isso, vale a pena farzer.Um ótimo final de semana para todos (as) é o que deseja Dalvino José Zeferino.
9月13日

"~RAMONA LOPES BRANDÃO " SOBRE OS POEMAS ESCRITOS

A AUTORA DESCREVE COM SINGELEZA OS MATIZES DAS LEMBRANÇAS IMAGENS DA SUA VIDA. CONVERSANDO COM O LEITOR, CONTA SUA HISTÓRIA EM PROSA E VERSO, E MOSTRA O QUE O TEMPO CRIOU, LEVOU E PERPETUOU. É UMA HISTÓRIA DE AMOR E AVENTURA, ALEGRIA E TRISTEZA; É A VIDA DE RAMONA, UM EXEMPLO ( CONTRA CAPA, VERSO DO CLAUDIO BRANDÃO ), MAS NO VERSO DESTE LIVRO, A PRÓPRIA RAMONA INSPIROU-SE PARA DESCRE-
VER COM PROPRIEDADE UMA DAS  SÁBIAS PALAVRAS DE UMA GRANDE AUTORA  CORA CORALINA " A MULHER VEI0 PARA ENFEITAR O MUNDO "
                                                                   POESIA DE RAMONA LOPES BRANDÃO
 
                                                                                        VIDA
                                           A VIDA FOI UMA LUTA.
                                           A LUTA EU VENCI.
                                           A VIDA VIVI.
                                           A VIDA EU VIVEREI.
                                           AMO A VIDA
                                           E A VIDA QUERO VIVER
        
                 RAMONA LOPES BRANDÃO Nasceu na cidade Argentina de Passos de Los Libres. Manuel e Cândida Lopes foram seus pais. O amor proporcionou a eles nove (9) filhos, o bastantes para serem felizes. ainda no berço, ela recebeu o apelido de Luci, e assim até hoje carinhosamente alguns o tratam lá no sul, enquanto no centro-Oeste preferem o nome de batismo, mas ela sempre alegre acena a todos ser Ramona ou ser Luci.Brasileira hoje ela é, argentina também.Raízes lá ela tem aqui também ,ama com saudades os dois rincões. No jogo  Brasil e Argentina o coração parte.Domingo, dia sagrado, na cozinha ela não vai.A leitura faz parte do seu dia a dia.
 Orar também é de sua índole.Grande profissional foi seu pai, constutor de casas e trens. Ladeado da esposa e filhos, viajava pelas cidades do Sul.Andarilho da construção, trabalhava na Rede Ferroviária. diversas cidades requisitaram o seu serviço, e lá estava ele, enquanto a mãe, mulher das prendas do lar. Saúde, educação dos filhos, era dela a responsabilidade.Conhecido ficou seu irmão no futebol. " Prego" foi o seu apelido levava para o trbalho uma bola de pano, feita pela mana Luci, . Época em que jogava no clube "Força e Luz ", era atleta nato. Irmão carinhoso, levava Ramona a tomar sorvete.A profissão de marceneiro foi sua opção. Ramona com doze anos, dava sinal de coragem e nada lhe punha medo, porém o mais importante estava para acontecer,mulher determinada, decidida e forte como um tronco de ipê. Usava a criatividade no pintar a casa e na roupa a usar. Logo conheceu o seu amor,Homem forte, amigo do seu irmão, o " Prego". Eram jogadores do mesmo time de futebol, o " força e Luz ".Rapidamente se apaixonaram . Heitor Brandão Filho era gaúcho.Ele usava chapéu largo e bombacha.Imediatamente tornou-se o príncipe de Ramona.Tiveram quatro filhos. O jovem casal zelava pela família. Rir, contar piadas e tomar chimarrão, faziam nas folgas.Ramona tem outras aventuras.A " luta" com meninos em defesa dos irmãos. Lembra e recorda sempre com saudades dos seus.Ela demostra seu carinho indo ao encontro das irmãs. Mesmo distante das filhas, diarimente conversa com elas.boa vontade demonstra sempre ao lidar na cozinha, recorda com riso que um genro lá ia para comer. animada, sempre esperava as visitas saborearem sagú. Nunca deixou sua obrigação do lar para depois. Cansada ou não, nunca demonstrou sua fragilidade. ama o que faz, e faz com amor.Um ótimo final de semana para todos(as) Dalvino José Zeferino.