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9月29日 "NÃO DESESPERE"DO LIVRO DE VENCIDO A VENCEDOR DE R.STANGANELLI ÀS FLS.47 VOCÊ DIZ PARA VOCÊ MESMO, PERDI TUDO
QUASE OU NUNCA GANHEI NADA....FOI EM
VÃO, SEU INVESTIMENTO NAQUILO QUE VC.
MAIS NECESSITAVA....
"MAS POR INCRÍVEL, QUE PAREÇA, VOCÊ NÃO
ESTÁ SÓ NESSA IMENSIDÃO, PROSSIGA IN-
VESTINDO, VOCÊ CONSEGUIRÁ" (DALVINO).
Porque lamentamos ?.Porque queixamos ?. Porque dos desesperos ?.Somente por
que não conseguiu, seus objetivos limitados, agora revoltas em explosões infantis con-
tra o sábio mundo ?. Não ! . Não se preocupe que ele não estaciona para agradá-lo e nem
para dar atenção a suas particulares decepções.É muito subime e grande, não tem tempo
a perder para ouvir suas banais queixas e fúteis pretensões. Não tente pará-lo porque -
ele jamais parará para ouví-lo. Você quer dar explicações porque não deu certo a preten-
ção que tinha nos seus negócios, quer falar dos seus amores não correspondidos ?. Dei -
xe de tolices. O mundo não o ouvirá e nem tomará conhecimento. Edifique se, eleve-se,
corrija-se, aperfeiçoe-se.Depois, fale, para ser ouvido. Mas não pense que o mundo tem
tempo a perder para tratar dos seus interesses particulares.Jamais !.Se você assim pensa,
está bem distanciado da vida.Ela é bem geral, é universal em suas manifestações, é evo-
lutiva em sua sábia caminhada, é tudo aquilo que você tem e não vê, é tudo aquilo que
seus olhos poderiam contemplar e não contemplam. Portanto, não desespere e nem espe-
re, viva a vida. Pense nissso, um ótimo inicio de semana para o senhor, e para a senhora,
Dalvino José Zeferino. 9月26日 " M O R T E " (FALECIMENTO) M O R T E
Ato ou fato de morer, fim da vida, animal ou vegetal;
têrmo da existência, pena capital, destruição, perdição,pesar
profundo, fim, têrmo; permanente, perda de todos os senti -
mentos de honra, morte súbita; morte rápida, morte natural,
morte por uma velhice,morte imprevista; morte violenta,a que
é causada por acidente, homicidio, entre a vida e a morte; -
pensar há morte da bezerra, ficar apreensivo; meditar triste -
tristemente lamentar a morte, ou o tempo e a eternidade.
Apesar de tudo, seriam perfeição e felicidade, coisa da eternidade.
Tal noção não enfrentará objeções emocionais e teóricas.Não podemos imaginar -
uma segunda chance, uma reconciliação da morte para a vida, ou talvez um repou-
so. É a morte, nasacemos e crescemos tornamos adultos, conseguimos experiências :
para a vida, e depois partimos para a eternidade: ( morremos).
O grande mito antropológico que sózinho pode ser metafísico an-
tropológico é o mito sobre o andrógimo.... De acôrdo com a sua ideia, com a recepção
e pelo consentimento de Deus; o homem é um ser completo.
No oriente o misticismo taoiste, como mostra Naedhom, procura
recordar o endrógino: um dos famosos textos de Tão Te Ching diz.Quem conhece o ma-
cho, no entanto adere a fêmea torna-se como a raviera, obrigando todas as coisas de -
baixo do céu..(Dai), a virtude eterna que jamais esquece e escapa. Isto é retornar ao --
estado de infância. ou mesmo ter a segunda chance de viver. Morremos ou falecemos,
todos um dia. Pense nisso um ótimo final de semana para o senhor, e para a senho-
ras; Dalvino José Zeferino . 9月24日 " CORRESPONDÊNCIA " MACHADO DE ASSIS DO LIVRO ÀS FLS.101/102 CORRESPONDÊNCIA DO LIVRO DE MACHADO DE ASSIS
NAQUELA ÉPOCA NÃO EXISTIA NENHUM SERVIÇO ELE-
TRÔNICO, NEM SERVIÇOS DE CORREIOS, ERA TELÉGRA-
FOS,NOS ÍDES DE 1906 /1907.MAS A CONSIDERAÇÃO DE
UNS, FAZIA A DIREFERENÇA, ATRAVÉS DE CORRESPON-
DÊNCIA ENVIADA POR CARTA AO PORTADOR,OU POR
TERCEIROS.( MACHADO DE ASSIS).
CORRESPONDÊNCIA: DE WASHINGTON X RIO DE JANEIRO
Rio de Janeiro 07 de fevereiro de 1907,
Meu caro querido Nabuco.Esta carta é breve, o bastante para lhe dizer que
todos nos lembramos de V., notícias ociosa. O Veríssimo escreveu, a propósito do seu livro das
Pensees détachées, os dois excelentes artigos que v.terá visto no Jornal do Comércio, para on-
de voltou brilhantemente com a Revista literária. Fez-lhe a devida justíça que nós todos as -
sinamos de coração. A minha carta, aquela que tive a fortuna de escrever antes de nin-
guém, era melhor que lá tivesse também saído.Aqui vou andando, meu querido amigo, com
estas afeições da velhice, que ajudam a carregá-la. Não sei se terei tempo de dar forma e têr-
mo a um livro medito e esboço se puder, será certamente o último. As fôrças compreenderão
o conselho e acabarão de morrer caladas.Estou certo que V.achou todos os seus, em boa saú-
de, e ansiosos de ver o seu amado chefe .Peço-lhe que lhes apresente os meus respeitos, e --
também que me recomende ao amigo Chermont. Não lhe peço que se lembre de mim,porque
sei, com ufania ae gôsto, que nunca me esqueceu, e sempre quis ao seu.Velho admirador e -
grato amigo; Machado de Assis.
Washington, 15 de março de 1907.
Meu caro Machado.O meu voto é pelo Dr. Artur Orlando, se ele for o único candida-
to, e, tendo competidores, ainda é dele, exceto se os competidores forem o Assis Brasil e o Jace-
guai, que tem compromisso meu anterior em cartas escritas a V.mesmo. Queria portanto votar -
por mim, conforme estas instruções. Não me deixe o Dr. Orlando naufragar sem uma combina -
ção que lhe garanta a eleição para a futura vaga. Um homem como ele pode ser vencido numa
eleição acadêmica, não pode,porém, ser derrotado sem pesar para o eleitores. a nossa balança
é de pesar ouro sómente.Ele mesmo, estou certo, não se aborreceria de ser segunda escolha em
competição com o Dr. Assis Brasil, que já teve uma (ou duas?.) non réussites. Eu desejava-lhe
entretanto uma vaga que lhe permitisse falar de Pernambuco largamente, mas teria que esco -
lher entre mim e o Oliveira Lima e nenhum dos dois ele podia preferir ao outro.Em todo caso al-
guém mais da Filosofia que o Dória. Mas é odioso esperar vagas determinadas. Do seu velho -
amigo Joaquim Nabuco.
Um ótimo final de semana para o senhor e para a senhora; Dalvino José Zeferino. 9月23日 " A CASA DA PAIXÃO " COM NÉLIDA PIÑON , ÀS FLS: 7/ 16 MARTA HABITA A CASA; MAS A CASA TAMBÉM HABITA MARTA. ESSE
É O HÁBIL JOGO FICCIONAL DE NÉLIDA PIÑON PARA ENVOLVE O LEI-
TOR,FAZENDO COM QUE CADA UM COMPARTILHE DESSA RELAÇÃO ;
ESTRANHA, FORTE DE DENSO, DESEJOS E SENTIMENTOS NUM CLIMA -
ASSUSADORAMENTE ANGUSTIANTE. PARA AO LEITOR FAMILIARIZADO
COM A LITERATURA DE NÉLIDA PIÑON, A CASA DA PAIXÃO, NÃO DEI-
XA DE SER UMA SUPRESA. REVELA UE A AUAORA NÃOA É SOMENTE -
UMA GRANDE ROMANCISTA MAIS IGUALMENTE UMA NOVELISTA ,
CUJA LINGUAGEM DOMINA COM MESTRIA.
BOA LEITURA :
DALVINO JOSÉ ZEFERINO.
Da terra, Marta escolhia qualquer recanto .Fechava os olhos, tropeçando
contra pedras, galhos livres, perdendo às vezes a esperança. Até não suportar o pró-
prio suor e exclamava:
Aqui conhecerei o repouso.Amava o sol, sob sua luz imitava lagarto,pas-
sividade que os da própria casa jamais compreenderam, parecendo-lhes proibido ;
que se amasse tanto o que ninguém jamais amara tão devotada. Mal se sentava,
as pernas abriam-se escorregadias sobe o solo, exigindo o esforço da pele ressenti-
da, etraía da areia, da grama, o que fosse sua aspereza. Dava-lhe gosto olhar as
pernas escancaradas sem que o homem ocupasse suas coxas , a obrigasse tombar
sentindo mágicas contorções. O exercício de usufruir alguma coisa próxima ao pra-
zer distinguia-a. O sol como que amorenava a pele e aquela dor intuída desde meni-
na deixava-a perplexa, vinha. Pela identidade que descobriu a certeza de evo-
luir sempre que se entrega -se exaltada à sua paixão. a ardência e sua jornada de
dor tomando-lhe os dedos dos pés primeiro, uma delicadeza de sombra. De tal mo-
do que chegava a pensar se não era frio o que sentia então. Até que avançando o -
calor pelas pernas afora, a cada pele palmilhava, e bem valente, parecia-lhe ab-
surdo que o precipício para tantas andanças viesse a ser o próprio sexo, dourado e -
suas penuagens trevas projetadas para frente, como lhe ordenavam os mandamentos.
Proclamava: o triunfo do sol, e tombou colorida, pele de ardências na grama, não era
o gozo exatamente que palpitava o corpo, certa luz poderosa obrigando a cerrar os --
olhos, sob a ameaça da cegueira, para que pudesse e sempre enxergar objetos a que
indicasse nomes, folhas, frutas, e as mastigaria galgando árvores, algumas arrancan-
do com a boca, através da mordida simples avaiando o império da sua mandíbula ner-
vosa atrabalhando a fruta, e a deixaaria perdida na árvore, com sua ferida aberta,era
sim a descoberta do nascimento , uma longa visita ao útero da terra, seu sexo, como
que o ungindo. O pai fingia não ver a rapidez com que fechava as pernas, escondendo
tesouros, sabedorias rara, embora não coubesse a ele fecundar sua grata beleza.Ela -
escondia daquele homem seu precioso segredo. apenas seu corpo conhecia a estranha
exaltação, pertencer aos adoradores do sol. sempre inventara atrativos, ainda que a
própria mão jamais escavasse o sexo em busca dos canais, lábios minúsculos enreaber-
tos expondo o grão maior, do qual partiam ondas sonoras, zonas de detecção proíbida.
Seus dedos mágicos trabalhavam em torno apenas e nos momentos penosos consentiu,
por misericordia e fidelidade ao sol, que os dedos imitando garras, se ampliassem co -
barindoa-lhe ao sexo como o tecido branco do casulo. Exijo coragem e a natureza cons-
ciente. Sem a imagem, ceberia a qualquer galho, consentindo a ruptura desleal.Deixa-
va então que a proteção bendissesse a sua casa, chamava de casa ao recanto difícil.
Impregnado de líquidos, também águas de um rio chinês.Imaginava o homem auscul -
tando o seu orpo. Primeiro com a boca, seus outros instrumentos haveriam de trabalhar
com a precisão da agulha injetando dentro das artérias. Não o queria ainda, antes de-
via seleciona-lo livre, atambém ela o peixe que se alimentava da agonia de sua raça.
Sempre se destinou às raízes do homem. As mais profundas, acrescentava sem pres-
sa. Teimosia estimulando as manhas, ao levantar-se. Cederia , antes a resistência,
e sorria compadecida, sua promessa de selvagem . Os adventos.Então, quando se ca -
sa, dizia-lhe o pai após a comida. Marta olhava-ao como se tivesse poder de dar sumi -
ço a coisas, pessoas mesmo, o que incluisse no círculo mágico. Enfrentaria a arrogância
cia que o pai criava para momentos como aqueles. Desde sempre lutaram. Quando ela -
nasceu e Antônia anunciou menina,o pai sentira o soco no peito, a mulher aos gritos re-
clamava da dor, o suor ocupando as nádegas, não havia lençol que aliviase o exercício -
de projetar à vida uma coisa pequena e exclamativa e que já durara horas. Ainda olha -
ra o rosto da criatura feia e esmagada pela passagem por uma vagina acanhada, que
ele, e só Deus o perdoaria pela audácia, buscara dilatar, não visando à passagem da
criança, mas ao prazer que não dispesava,a e tanto que logo nascendo a criança poucos
dias depois procurou a mulher, ela soluaçando pela carga que se desferia em seu corpo
tão recentemente castigado, sem aue o homem então subindo e galgando montanhas
se desse cona do que praticava, ainda que a filha no mesmo quarto aos grito cobrisse
os lamentos abafados da mulher e ele confundisse o prazer com a ásperea que a filha
lhe jogava na cara e ele aceitou, porque o soco que recebeu no peito quando a viu --
parida no mundo não foi de alegria, algo mais grave espetava-se nos seus músulos, na
vida que a inocência da criança realçava, mas sem prazer. Desde pequena, a luta foi o
rosto risonho que ambos possuíam, como linhagem familiar. Aprendeu ele com a filha -
a domar o gênio para não ofendê-la mais ainda como quando consentira em seu nasci-
mento,pois não lhe abandonava o sonho a aflição da criança ungida em sangue, após -
venacer os corredores escuros do ventre da mulher e trazer seu nítido aspecto humano à
terram era vencedora. Marta advinhava o pai contrariado com sua dureza escondida to-
cando piano, gestos de tradição para que ele a quisesse mais ainda e dissesse : eis a fi -
lha do coração, com toda a dor da terra.Earguia-se e Marta o sabia seguindo seu cheiro
rastro deixado atrás, para que ele não se enganasse. O pai vinha obediente, depois da
morte da mãe, além do poder da terra, dedicava-se a filha, quem mais o surpeendia -
senão aquela certeza de carne, fibra que lhe despertava sentimentos raros, trono enfim
de pétalas e pedras faculdades feridas.Ao piano ela começava devagar, até que o pai
se instalase ao seu lado. Interrompendo para cuidas das plantas em vasos de barro com
terra de preferênia próxima ao rio, embora lhe dissessem: Marta, porque escolhrer a
mais fraca das terra?.A todas plantara, espalhando vasos pela casa, árvores postiças, -
sobre o piano especialmente, alterando o som sempre que machucava as teclas. Não lhe
importava a imperfeição. Há muito a natureza substituíra a inteligência o bom gosto,
o que lhe ensinaram acrescentando, com estes elementos, Marta, ao solo lhe será favorá-
vel.Ria tão discreta que os nobres lhe agradeciam, extrema graça em quem parece inós-
pita.Ela afagava as plantas inúmeras vezes, o pai identificando o número de carícias -
que cada vegetal lhe merecia durante uma única execução, raramente seu coração pula-
va no abismo, pelos equívocos. Sabiaa o coração de Marta enrugando como caramelo, -
pelo brilho do olhar. Nenhuma fala impúlsiva, ou resposta tardia, ao que perguntara à
mesa. Perguntou reconhecendo que jamais ela desvendaria sua verdade. Amor era a in-
certeza , ele concluiu numa das noites ásperas da sua vida, anos após a perda da mu-
lher.O homem disfarçava então acompanhando com os pés a música daquela filha gra-
ta ao seu próprio mistério. Fumava o charuto molhando a ponta no conhaque, até que
Marta esquecesse que ele a ama, e ao seu lado ainda buscava brilhos, e que a inabili-
dade de sua pergunta perdoava-se porque decerto ninguém senão ele assegurou-lhe -
tanta liberdade, que Marta exigiu e mantinha como flor descansada, ferida, mas de --
frente para o sol . Pequena, o pai não a quis assim. Buscou modificá-la, ainda que ru -
mores não tivesse para aquela vigília incessante, oaalahos negros e abertos, tantas ve-
zes a surpreeendera em andanças pelos corredores, pulando janelas, perdendo-se nos -
jardins, ele então a seguia, para protegê-la, ou obedecer à tradição estabelecida entre
eles, um ser a sombra do outro, quando os grandes feitos abatessem aquela casa.Marta
reconheci-o sua sombra e construiu aquele silhueta como quem levanta uma casa,pro -
jeção de sua vontade, iam crescendo portas, paredes, telhados , disfarçados em ou-
tros telhados,a eníagmas soltos, todos abrigando intimidades. O pai aprendera a deslizar
como índio, embora algumas vez es perdesse Marta e aquelaa perda,a ainda por horas, -
doía-lhe pelo corpo, temor de que arrebatassem, ou a feríssem, inadequado para jovens --
ingressarem na noite, tudo solto, os gatos miando e ela em oferta, sobre altares que o --
pai não constuíra mas respeitava, do mesmo modo que árvores, pedras, o que acom -
panha a criação do homem, seu tempo então por que existia, indagava ferido pela im -
perfeição da sua busca malograda. Escondendo o seu rosto uma vez que o enigma de
Marta não era o seu enígma. então a fronteira, dizia ele dentro da noite, para o seu -
sussurro afinal atingindo a filha a comovesse, ele regressaria.Marta surgia hora mais
tarde, até o pai compreender com os anos que antes da filha criar novos caminhos, de-
via ele invenatar outros que fatalmente ela percorreria, sendo ela filha da sua carne.De -
dicava longos prazos do seu dia a percorrer atalhos, desvendar árvores, a nada ignorar.
Imaginava: Marta há de prosseguir por aqui, ou: Marta há de converter-se a este pe -
queno deus erguido pela natureza e que lhe competirá descobrir numa desta noites.
De que modo os filhos procedem diferente dos pais, é normal o jeito livre que na filha
instalou-se feio e duradoro?.O homem compreendeu que a lança que pretendera enfiar
no coração, e pelo própio orgulho familiar aceitor a desavença do que tinha acontecido,
ter levantado ao nível da vida uma criatura estranha porque numa das suas ereções -
mais exaltadas enfiara-se carne adentro da mulher e ela aconcebera. Aquele misté-
rio a que assistira distraído pela carne, a que deveria ter entregue uma atenção fecunda,a
não perder-se em gritos de gozo, mas de amor, ja podendo dizer Marta , então você existe,
eu te inicio introduzindo-me na vagina da tua mãe, para que venhas ao mundo rainha
com teus graves defeitos que não entendo; mas enfeito de pétalas para que te faças be-
la e perdoe porque não entendo a quem criei e porque criei respondo pela criação
diante de Deus e sou basatardo, sou bastardo por fazer bastardos?.E o pai tranca-se ao
espelho . Desgraçada. E chorava tremendo a imprecação. O perdão sempre consêquência -
da sua ira. Atira à cama, perdido em chamas, tomava do terço e dizia. Não é pelo de-
sejo, eu sei bem, é pelo medo, gente como ela salva nossa alma. Ou nunca se nega conhe-
cer Deus. E o surpreendia que da filha surgissem os testemunhos maiores, de quem mais
senão dele haveria ela de herdar aquele sangue feito de pasta negra e triunfo de cobra, -
rastejante, discreto,mas apegado ao solo.Um ótimo final de semana para o senhor e para
a senhora, Dalvino José Zeferino. " A MORTE DO ROUXINOL " DE MANUEL BANDEIRA DO LIVRO QUATRO VOZES ÀS FLS. 56/A57. A MORTE DO ROUXINOL
UM POETA nosso, hoje bastante esquecido, mas que no seu tempo teve o nome
bem cotado, Frota Pessoa, escreveu certa vez um soneto que começava por este ver-
so valsejanente: " Passas cantando, rouxinol de tranças..." Amelita Galli-Curci, que há
dias morreu, depois dos oitenta, na califórnia, foi um autêntico " rouxinol de tranças".
um rouxinol-mulher, e tudo nela, não sómente a voz maravilhosa, era deliciosamente -
femenina. antes de a ouvir, confesso que ela tinha uma certa birra com os sopranos -
ligeiros. concordava com certo sujeito, meu vizinho ocasional numa noitada de ópe-
ra em nosso Municipal, o qual, não convencido pelos garganteios da Rosina em cena, dis-
se friamente: " Já não é coisa humana e não chega a ser flauta." Mas a Galli-Curci che-
gava a ser flauta sem nada perder da qualidade humana.A sua voz alcançava sem es -
forço o fá agudíssimo, guardando todo o seu veludo. Trilos, grupetos e mordentes, tudo
quanto fosse fioritura que o seu marido, que era flautista, pudesse enxertar nas árias
por ela cantadas, tudo lhe saia como um gorjeio fácil.
E o mais extraordinário é que artista tão perfeita nunca tivesse tido, segundo
nos informou Eurico Nogueira França, no belo necrológio dedicado a Amelita no correio
da Manhã, nunca teve professores de canto. Estudou música sim, mas só piano e teoria.
Ela mesma fez a descoberta de sua voz, e aperfeiçouou-a, contou nos o fino critico, uni-
camente ouvindo as grandes cantoras da época, " escutando-as com penetrante senso
de análise e obsevação".Ah, mocidadade de hoje, vocês podem gozar agora de coisas -
com que nós, maiores de sessenta anos, jamais sonhamos em nossa mocidade, mas a nossa
desforra é que vocês não ouviram ou viram meia dúzia de fenômenos que nós ouvimos e
vimos por cianco cruzeiros (cinco cruzeiros!)nas galerias do Municipal: a Galli- Curci, o
Naijinki, a Pavlova...Lembra-me que, quando eu e outros velhos são partilhávamos e
entusiasmo da mocidade por Sérgio Lifar, um jovem colunista zombou de nós com graça:"
Os que viram Nijinki e depois não viram mais nada..." Mas a nossa impressão é que real-
mente não precisávamos ver mais coisa alguma em matéria de bailado.Aliás, não era só -
Niajinski no quadro criado por Diaghilev. Nijinki e toda a troupe, ao som de Satravinski e -
outros, que era também novidades geniais. Amélia Galli-Curci foi um desses fenômenos
inesquecíveis da belle époque. Os que a ouvimos na Gilda do Rigoletto, na Rosina do bor-
beiro de Sevilha, na ária da loucura da Lúcia de Lammermoor, podemos guardar a tran -
quila certeza de ter visto na vida uma coisa que não se repete." Um ótimo inicio de sema-
ma para o Senhor e também para a senhora; Dalvino José Zeferino.
9月21日 " T R O V O A D A " DO LIVRO DE VENCIDO A VENCEDOR R.STANGANELLI. ÀS FLS.86/87 T R O V O A D A
Há certos momentos em que a própria natureza tem suas revoltas e
explosões bravias, desabafando, desse modo seus segredos e mistérios acumu-
lados. É interessante meditar e observar a movimentação dos tempos e dos as -
tros, vemos neles tanta doçura, passividade, encanto e compreensão, mas eles,
tem suas próprias revoltas e seus reves, assim como nós temos em nossa vida.
Ás vezes contemplamos o deslizar das diáfanas nuvens na amplidão do infinito,
em contínua evolução, umas erguendo-se, outras desfazendo-se . Mas dentro -
dessa paz aparente não falta também o desequilíbrio bravio das células mis -
teriosas da Rainha Natureza, que, dentro de minutos, muda seu temperamento
dócil em fúria, erguendo negras nuvens, trovões tenebrosos, raios, coriscos que
glissam sem piedade os atufões fermentados pelos astros, roubando aquela paz
que antes apresentava o azul infinito e agora,em tempestade, desaba sem pie-
dade num misterioso desequilíbrio, tudo arrasando, roseiras floridos, plan-
tações, aldeias, enfim, levando tudo para o tudo, ou seja, para o nosso pe-
queno pensamento, levando tudo para o nada. Porque, desconhecendo estes mis-
térios da natureza, não sabemos se quando está destruindo ou está construindo.
As leis que regem o Universo são manistradas dentro de linhas sábias, e
jamais poderiamos falar a respeito delas com absoluto acerto. Estas mesmas tem-
pestades arrasadoras ocorrem em nossas vidas. Quando o navio da vida está
singrando sobre o mar azul da existência, com doçura, tranquilidade e esperança
podemos estar certos que, não tadará, iremos bater contra um recife ou contra um
banco de areia. Tantas tempestades se apresentam pela vida que, muitas vezes, de-
pois de salvos da tragédia não temos nem forças para gozar a bonança. Um ótimo,
inicio de semana para o Senhor e para a senhora, Dalvino José Zeferino. 9月20日 " AS PERDAS " DE( AUGUSTO CURY) DO LIVRO = O VENDEDOR DE SONHOS AS PERDAS
As loucuras só podem ser tratadas quando abandonam seus disfarces.E Júlio César
se escondia atrás de sua eloquência , cultural status acadêmico. Agora, começava a se mover
suas camuflagens haveria um longo caminho pela frente. O sol ja se punha no horizonte.E
o suicido se dissipava no topo de San Pablo.Nesse momento, o homem que resgatara Jú -
lio César citou o número vinte, mostrando-se, consumido por um estado de aflição, Júlio -
César intrigado, questionou: Por que você cita números enquanto conversamos?. O homem -
não respondeu de imediato. Olhou para o horizonte, viu várias luzes se acendendo, mas outras
se apagavam. Respirou lentamente, como se quisesse estar presente em todo os lugares para
reacendê-los. Virou o rosto para Júlio César, penetrou profundamente em seus olhos e fa-
lou, com tensa suavidade: Por que eu conto números ?. No breve intervalo de tempo em que
permanecemos no alto deste edificio, vinte pessoas fecharam os olhos para sempre. Vinte pes-
soas desistiram de viver. Vinte seres humanos não deram o direito de defesa a si mesmos.
Como você não chora. Pessoas que um dia brincaram a mesma, chamarem, choraram bata -
lharam, recuaram, agora deixam um rastro de dor, na memória dos que ficam. Júlio César não
entendia a apurada sensibilidade daquele homem. Quem era ele?. O que vivera para ter taman-
ha afetividade ?. O sagaz professor tentava definir o intruso, se existo. E, num lance de olhar,
percebeu que o foarasteiro estava chorando. Era uama reação incompreensível para um homem
tão forte, afinal. Parecia que penetrava na dor indescritível dos filhos que perderam os pais e -
cresceram se perguntando ?. Porque não suportou sua dor por mim?. Ou parecia que percor -
ria a mente dos pais que perderam os filhos e que , apesar de frequentemente terem feito mui-
to por eles, se contorciam de culpa, alimentada pelo pensamento. " O que se poderia ter feito
por meu filho e não fiz? . Ou ainda que o invasor chorava porque resgatava suas perdas desconhe-
cidas. O fato era tanto nas palavras quanto as lágrimas do forasteiro fizeram Júlio César se desarmar
completamente. O intelectual começou, assim, uma viagem para os trilhos de sua infância, e não
o suportou. Permaitia-se, também, cair em pranto. Como poucas vezes na vida, chorou sem se im-
portar com as pessoas que o observavam. Era cem as cicatrizes profunda. Meu pai brincava comigo,
me beijava e me chamava de " meu filho querido ". E suspirando fundo, falou de algo que julgava
proibido falar, algo que mesmo seu colega mais íntimos desconheciam .Algo que estava enterrado,
mas continuava vivo e influenciando a sua maneira de interpretar a vida. Suas palavaras não res -
ponderam às indagações de Júlio César, mas ele as bebeu. Eles produziram em seu intelectro uma
indagaçãoa que seria comum, na busca de muitos que seria comum, nas buscas de muitos que se-
ria , que criavam história do foarasteiro. " Este homem é um psicótico.
Ou um sábio? Ou os dois?. Tentava alcançar as nuancias dos pensamentos que ouvira, mas era uma
árdua tarefa. O intrépido homem usava mente olhar para o alto e mudou de discurso, começando a
questionar a Deus de um modo que Júlio César nunca ouvira.Deus, quem és tu ?. Porque calas dian-
te das loucuras de alguns religiosos e não observa a maior das dúvidas dos céticos?. Por que dis-
farças de ateu movimentos atrás das leis da física esconde-se a tua assinatura nos eventos que ocor-
reu ao acaso ?. Teu silêncio me inquieta !. O intelectual era um especialista em sociologia das religi-
ões, conhecia o cristianismo, o islamísmo, o budismo e outras religiões, mas esses textos não ajuda-
vam a compreender a mente do forasteiro. Não sabia se ele era um ateu irreverente ou alguém que
tivesse uma entidade informal com o autor da existência. O notável professor novamente se inter-
rogam; .Que homem é esse ?. De onde saiu ?. Qual a sua origem. Um ótimo inicio de semana pa-
ra o senhor e para a senhora, Dalvino José Zeferino.
O VENDEDOR DE SONHOS //AUGUSTO CURY(AUTOR) LIVRO AS FLS. 107/111 - " UM MILAGREIRO QUE AMAVA SEU EGO " UM MILAGREIRO QUE AMAVA SEU EGO
O dia parecia perfeito se não fosse mais uma surpresa que nos abracaria. O velório central era grande. Havia várias
salas enormes, separadas uma das outras para que as pessoas pudessem velar com privacidade vários mortos ao mesmo tem-
po.Quando saímos da sala do velório do senhor Marco Aurélio, passamos por outro velório, o de uma senhora de setenta e
cinco anos. O mestre, em vez de continuar se retirando, se fixou em uma pessoa desconhecida que acabara de passar por
ele. Era um jovem de trinta anos, cabelo enrolado, curto, paletó azul - marinho, calça da mesma cor, camisa branca.O
sujeito era bem-apessoado, importante, imponente. O vendedor de idéia seguiu sutilmente sem passos. O jovem aproxi -
mou-se do caixão da senhora com segurança.Era um pregador. Parecia bem sábio,pelo menos aos meus olhos,do vende-
dor de sonhos. O jovem se posicionou aos pés da falecida e fez um gesto de reverência. e pouco a pouco revelou sua face.
Ficamo impressionados com suas reais intenções.Seu nome era Edson , e no seu apelido era "o Milagreiro ".O apelido de
Edson se justificava porque ele tinha uma atração fatal por " fazer" milagres. Queria ajudar os outros, mas sempre existia
uma intenção subjacente: amava se autopromover. Edson não era líder espiritual oficial encarregado de proferir palavras
de consolo no funeral. Estava lá por interesse próprio.Por incrível que pareça, o Milagreiro desejava ressuscitar a velhota.
Queria dar uma deslumbrante espetáculo capaz de fazer as pessoas se dobrarem aos seus pés;ambiocionava despertar a sen-
hora da morte para ser reconhecido como portador de um dom sobrenatural. Assim como o imperador Calígula queria ser
reconhecido como deus e usou seu poder para isso; Edson usava textos bíblicos e o poder que, acreditava ter; para ser re -
conhecido como um semi-deus, embora nunca admitisse isso.Como sociólogo, eu já havia estudado que nenhum
poder é tão penetrante como o poder religioso. Ditadores, políticos, intelectuais, psiquiatras e psicológos não conseguem
penetrar nos espaços psíquicos dos outros como determinados líderes espírituais. Por representarem a divindade, esses
homens podem conquistar no inconsciente coletivo da sua comunidade um status jamais atingido por Napoleão, Hiltler,
Kennedy, Freud, Kar Marx, Max Wber, Einstein. ao longo da caminhada, o mestre nos alertava que os lideres espirituais
que representavam um Deus altruístaa solidário, generoso, contri buiam para o bem da humanidade, nós os que represen-
tavam um deus centralizador, controlador, castrador, enfim, um deus criado a imagem e semelhança deles, causavam de -
sastres destruíram a liberdade e controlavam as pessoas. O mestre sempre nos alertava, dizendo que, devido à fertilidade
do nosso imaginário,é muito fácil construir um deus em nosso psiquismo, um deus manipulador. Parece que queria nos
vacinar, nos humanizar. O sujeito que enacontramos no velório tinha uma mistura de intenções. Em determinados mo -
mentos, queria contribuir para o bem das pessoas, era sincero e afetivo. Em outras, tinha rompantes de soberbo. Desejava
ser entronizado em glória.Como um deus. Nosso Milagreiro de plantãoa era ambicioso, mas não era tolo. queria ressus -
citar à velhota, mas se preservava para não dar vexame. Muitos pensamentos turvavama sua mente . " Vai que a velha não
ressuscita "? .Vai que lhe peço para levantar e ela continua esticada. Minha representação vai para o ralo. " O mestre o
focalizava como se fosse um leopardo espreitando as cenas da paisagem sabíamos que ele tinha prazer em lidar com pas-
sos complicadíssimos, mas não entendiamos suas reais intenções nesse cenário. Pouco a pouco, vislumbramos o show que
Milagreiro esperto queria dar.Após um momento de reverência, o Milagreiro chegou para a defunta e disse-lhe, num tom
de voz quase determinado. Ressuscita ?. O motivo de falar baixinho era para se garantir da possível falha da sua fé. A ve-
lhota não deu sinal de vida. Insistente, ele disse em voz baixa novamente. Ressuscita ?. Se a senhora manifestase algum -
movimento, Edson elevaria o tom de voz, declarando que era o autor do feito extraordinário. seria seu dia de glória.
Inúmeras pessoas famintas de atos sobre-humanos o seguiram . Mas nada. A falecida permanecia inerte. Eu,Bartolomeu e
Dimas, que não éramos flores que se cheirassem, ficamos indignados com a artimanha do Milagreiro. " Que sujeito petulan-
te! ", penssamos.E o sujeito não dessistia.Estudou os pulmões e com uma voz mais impostada, mas falando entre os dentes,
para ninguem, entender muito bem o que dizia, declarou ?.Ressuscita, mulher, eu te ordeno !. Nesse meio tempo , o im-
possível aconteceu. A mulher se mexeu, mas por outros motivos. Apareceu um senhor curtido no álcool, como Batolomeu
no dia e que encontrei; O Milagreiro,concentrado em seu ego e nos movimentos da senhora, não percebeu aproximação
desse sobrinho. Trocando as pernas, o velho chegou até a cabeceira do caixão, do lado oposto do Milagreiro. Não conse-
guindo controlar seus movimentos, deu um esbarrão no caixãoa. Abalou - o e fez tremular vigorosamente o corpo da
senhora, fazendo com suas mãos, sobre-postas suavemente uma outra, saíssem dessa posiçãoa. a emoção do Milagreiro foi
para as nuvens, Sentiu que era seu grande dia., Excitadíssimo, dominado por êxtase incontrolável, pensou que finamente
seus poderes sobre naturais tinha funcionado. Para que todos soubessem que ele era o autor da façanha, imediatamente
alçou a voz e, altisonante, proferiu estas palavras, para toda a platéia. " Ressusita, mulher !. Eu te ordeno !. aDessa vez, todos
ouviram e ficaram assustados com seus brados.As senhoras continuavam sentadas, esperava reverência pelo seu tremendo po-
der. Mas a velhoata não deu mais sinais de vida. Aabalado, achou que faltava um pouco mais de fé para fazer o caixão tre-
mer. Dessa vez, deu a ordem ao corpo, mas olhando sublimamente a multidãoaa: Levanta, aamulher !.Suplicou ao corpo,
que não respondia ao seu notório apêlo. A medida que a mulher permanecia inerte, suas pernas foram bambeando, e
ele omeçou a suar frio,a ficar com a boca seca e ter taquiacardia .Atordoado , viu o bêbao tentando se equilibrar apro-
ximando do caixão.Percebeu que cmetera a maior garfe da sua vida sentiu-se uma frágil presa diante de predadores.Mas o su-
jeito era espertíssimo. Num malabarísmo surpreendente, faz mais do que um Milagre. Levantou novamente a voz e disse com
frieza Mulher !. Se não qures levantar para viver neste mundo mau, descansa em Paz !. Muitos " Normais", disseram em
coro Amém !.Após suas últimas palavras, o Milagareiro pegou um lenço e começou a " chorar", e a dizer .coitada !.Era uma
mulher , tão boa !... Um ótimo ínicio de semana para os senhores e as senhoras; Dalvino José Zeferino.
9月15日 " H O S P I T A L "RACHEL DE QUEIROZ ÀS FLS.13/15. H O S P I T A L
No quarto isolado, o homem de barba negra, que há dez dias morre-não-morre,
afinal deu um gemido e descansou.ali dentro a morte é discreta como um suspiro ;a -
enfermeira levanta a coberta sobre o rosto, depois chegam em silêncio os moços da
maca, e o cadáver sai com tão pouco alarido que, vendo-o passar de carrinho pelos cor -
redores, ninguém pode dizer se é mesmo um morto ou algum operado ainda adormeci-
do.Do mesmo jeito se nasce. Só quem grita é o nasituro, raramente a mãe. Não em avó
esvoaçando ao redor, nem pai passeando aflito e torcendo as mãos. Essas viagens, eles
fazem longe, em casa. A paz da mulher que trabalha para dar vida, ninguém a pertuba;e
terminada a sua função ela dorme, sem beijos nem congratulações.Mas o que vale apenas
ver, principalmente, não são as enfermarias nem a maternidade, nem a imaculada sala de
operações onde os cirurgiões cortam e costuram carne humana. O que enche os olhos -
são os ambulatórios, onde se tratam os doentes que ainda podaem consigo, e se arras -
tam pelos caminhos, e vêm fazer fila desde as três horas da manhã, no frio e no es -
curo da madrugada, pois só assim arranjam número. Sim senhor, às três horas ; pergun-
te àquela senhora que tem ferida na perna, áquela outra, tão pálida, que faz nove anos -
e meio sofre do fígado, ou a esta outra com o bebê no colo e os dois maiorezinhos a
reboque na saia rala. O bebê está sadio como uma rosa benza- o Deus ; os outros é -
que precisam dos exame da doutora, mas não se havia de deixar a criancinha sem nin -
guém no rancho do Morro do Dendê. Podia até aparecer um bicho,um cachorro vadio
e fazer uma desgraça. E na calçada ficam esperando. Os medrosos até se benzem, por -
que bem junto lá está ao cemitério, cimitério velho, de chão curtido por tanto defunto,
povoado de assombrações que vem desde o tempo do cativeiro.Às vezes chuvisca,e os
mais doentes se abrigam como podem, os velhos tossem, os meninos choram. Triste vi-
da, a do pobre, neste mundo de hoje. Porque o mundo cresceu e embelezou, mas não
para eles.Do progresso só conhecem o mal, o bem não lhes chega. Contudo ouvem fa -
lar, e quando se queixam de uma dor, dizem que não sabem se é apendicite ou espinhela
caída.Escutam novela de rádio, mas o resto vivem em condições mais primitivas do que
vivia lá na terra o aldeão português que foi seu pai ou seu avô ou quase tão primitivas
quanto as do seu outro avô bugre, o afriano cativo. A grande cidade é apenas mira -
gem que os encadeia e lhes consome os filhos ;há por aqui mulheres de cinquenta anos
que nunca entraram num cinema, teatro nem se fala. Outra , cujo único contato que já te-
ve com um automóvel foi quando um carro de praça lhe esmagou a perna do filho.Con-
tudo, a grande maioria conhece elevador, por causa das caixas de pensão e aposentado -
ria que em geral se empoleiram nos altos edífício. Por avião nutrem eles uma espécie de
crença desdenhosa, assim como quem vai a auma sessão espírita , ver coisas, mas não -
quer se dar por convencido. Umas delas certa vez me perguntou se o que faz avião andar
é hipnotísmo. E são cariocas, assim mesmo. Pelo que têm dentro da cabeça, pelos benefícios
que a civilização lhes trouxe podiam estar ainda na cubata africana, ou nus, de pena na ca-
beça, na Serra do Roncador, que pouca diferença fazia. Afinal,o negro ou índio já está tam-
bém acostumado com avião passando no céu e com tiro de espingarda. Mas não são nados
e criados no Distrito Federal. Podia-se também dizer que são natimortos que não estava -
longe da verdade. Pois as mães que de dez filhos cria três gaba-se disso como de uma façanha.
Sete horas, abrem-se as portas dos ambulatórios, e lá vai a procissão rceber os números.Ao
revés da fila de mulheres pacientes, passa, amparado pelo irmão, o tuberculoso devolvido, -
que conseguiu um leito usando de artíficio, fingindo outra moléstia, mas não pode ficar no
hospital contaminando os demais. O doutorznho de óculos, penalizado, tenta convencê-lo
disso, para o coitado não partir com aquela mágoa. Diz que há outros hospitais onde tal -a
vez o recebam. Mas o TISICO sabe de tudo: " São só dois, doutores, já tive lá. Estão estourando
de gente.Lá em casa, ficar não posso, porque pega nas crianças. Aqui não posso,porque
pega nos outros. Então por que não me mandam para o necrotério. ? Em defunto não
falam mal dos doutores. Nem das enfermeiras, nem das simples serventes. Não é o magro or-
denado burocrático que lhes paga o trabalho, pois não será mentira dizer que fazem com
amor aquele amargo trabalho ; e até os de coração mais duro acabam se comovendo, -
que ninguém é de pedra. Afinal , não é culpa deles se em toda esta grande cidade não exis -
te um leito vazio onde os seus tubercuosos se tratem. Ora, qual se tratem, onde ao menos -
morram em paz. Um ótimo inicio de semana para o senhor e a senhora, Dalvino José Zeferino. 9月14日 " EU CAÇADOR DE ARCAS E TESOUROS PERDIDOS DO AMOR " "EU CAÇADOR DE ARCAS E TESOUROS PERDIDOS DO AMOR FALIDO "
Era um entusiasta e persistente caçador de tesouros;como justo prêmio, pela sua tencidade,
de separações,conflitos nos relacionamentos amorosos que rompeu-se dessa situação,falida, de-
senterrou uma antiga arca, repleta de moedas e pedras preciosas.
Esta não me parece a escolha mais sensata. É verdade que logo que saímos de uma relação -
tudo parece insuportável.As lembranças são triste, a presença do outro parece real e, esperada.
Isso é real. Não acredito, por esta causa, que loja qualquer ser humano pronto para uma se-
paração.Elas são sempre complexas e difíceis. Não há nesse contexto fórmulas, para reduzir o
tempo ou minimiza as marcas do processo. É uma ilusão achar que vamos esquecer o outro só
focando no lado chato da relação.Toda verdadeira troca de interesses, ou seja, dura enquanto hou-
ver que se dá pazer - seja ele negativo o positivo.
Se você já viveu uma separação, já deve ter ouvido te falei.Ah!.Pense sómente nas coisas ruins
da relação, lembre-se de tudo o que não era bom. Desta forma fica mais fácil esquecer..." Será mes-
mo?.Será que se nos fixarmos , o que aprendemos na relação, o que queremos transportar para
outras possibilidades de relacionamento?.O que fazemos?. Também jogamos fora?.Dei -
xamos para tras?.
Recomeçar:
Para recomeçar não precisamos, portanto, destruir o que vivemos. Podemos, ao contrário, ficar
com o que foi bom, valorizar todo o processo, o aprendizado, do outro depois soltar. Deixar para -
tráz tudo o que já não é mais nosso. Não nos pertence. Dessa forma, na minha opinião, pode ser -
menos dificil.Mas possível sair desse processo.
A separação seja ela como for, é sempre uma situaçao de estress e dor, e é preciso, respeitar o -
ritimo o tempo de cada um dos envolvidos. Uma separação vem com uma série de interrogações, de
inseguranças, de medo. Não adianta ficar odiando o outro, valorizando o que não tem valor. vale -
transforma-se.Abrir-se a novas relações.
Outra chance:
Podemos esperar a ferida cicatrizar, aguardar o melhor momento. E, enquanto esse momento não
chega, por que não mudar a vida.
PODEMOS CONCLUIR:
Antes a vida tinha menos opções. Você casava para sempre , ou então não casava e virava titia ou
titio; um ser a margem, que não havia dado sorte.E sendo assim, O CAÇADOR DE ARCA E DOS TESOUROS -
PERDIDOS ;do amor anterior falido, podemos nos dá a opção a iniciarmos tentando fazer a escolha e -
acertos gerais; tais as situações enumeramos a seguir:
TEM VÁRIAS PORTAS ABERTAS,
Iniciamos pela "A",que nos leva a um casamento, monogênico,a porta "B", que anos leva a um caso
extraconjugal, a porta "C", que nos leva a uma vida de solteiro, a porta "D" que a opção pela bissexualidade
ativa, a porta "E", quea nos leva a paternidade, a porta "F", que nos leva a a separação, a porta "H" que nos
leva ao convento, e a "I", que nos leva a um clube de SWING; e finalmente a porta "J", que nos leva encon-
trar-mos, virtualmente na internet, e as portas seguem se multiplicando nesse corredor de ofertas.
De uma chance de viver com que temos em cada um instante. Quem sabe nessa redescobertas não --
vamos nos encontrar-mos, bem mais consciente e mas maduro de experiências, pronto para abrir a ARCA
e quem sabe achar as magnífica pedras preciosas, que sempre buscou. Uma ótima semana para a senhora e pa-
ra o Senhor, Dalvino José Zeferino.
9月11日 "AQUELE 11 DE SETEMBRO TRÁGICO" FAZ 8 ANOS "AQUELE TRÁGICO 11 DE SETEMBRO O HORROR NAS TORRES GÊMEAS DE N.YORK"
UMA HOMENAGEM PÓSTUMAS ,AS VÍTIMAS ( MILHARES)
Naquela cinzenta manhã do dia 11 de setembro, vi tudo pela televisão, que me proporcionou, um sentimento e uma impotência
terrível, foram milhares de serem humanos vitimados , sem chance de pedir SOS, aquele choques dos aviões nas torres, foram momento ,
de agonia e tristeza, tanto para quem estava sintonado na TV, e para aquelas pessoas, alvo do famigerado " ATO DE TERROR" muitas vi -
timas vendo seus últimos momentos de vida, sendo aos últimos, mais coloco aqui a disposição dos familiares, a minha eterna solariedade
e compreenção pelas vitimas, naquele trágico 11 de setembro.
Um dia vamos nos encontrar-mos, e ai viveremos em sintonia com o PALCO DA VIDA.
O espaço entre nascer e morrer terá que ser preenchido com a representação de um drama, que
traz como título " V I D A ". Uns desempenham o papel de palhaços, mas como verdadeiros artistas;ou-
tros, querendo ser artistas, desempenho seus papéis como verdaeiros palhaços.Na mesma exibição há ,
mendigos que representam o papel de verdadeiros Reis, e há Reis que represenam o papel como verda-
deiros mendigos.Mas existem os que acham que tudo podem e as leis divinas trilham em seus espaços,
ocasionando desgraças,ameaças e destruições, como aconteceu naquela manhã de 11 de setembro sobre
as TORRES GÊMEAS, um ATO DE TERRORISMO,cruelmente ativado por terroristas, a quem não denomina-
mos nomes e nem facções. E assim continua o drama, cujos personagens vão mudando de tempo em
tempo, mas a comédia, e seuas variações dramáticas, é sempre a mesma.Os artistas desaparecem mis -
teriosamente, um por vez, sendo que a última exibição de cada um é sempre a mesma, o encerramento
das cortinas sôbre a cena cujo nome é PERDAS / MORTE; algumas flôres e um adeus de saudade.
A desconhecida sequência ficará na esperança oculta de enigma misteriosos, que se processam -
na existência do infinito.E assim, é o eterno drama da humanidade, com atos de terrorismo e cenas in -
contestável para ser ver ou admirar, " PALCO DA VIDA ", um ótimo final de semana para o senhor e pa-
ra a senhora,Dalvino José Zeferino. O R A Ç Ã O DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS ORAÇÃO ( DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS)P/MEDITAR-(P/DALVINO)
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Senhor !
Faze de mim um instrumento da tua paz !
Onde houver ódio, faze que eu leve o amor
onde houver ofensa - que leve o perdão,
onde ouver discórdia - que eu leve a união,
onde houver dúvidas - que eu leve a fé,
onde houver erros - que eu leve a verdade,
onde houver desespêro - que eu leve a esperança,
onde houver tristeza - que eu leve alegria,
onde houver trevas - que leve a luz !
Ó Mestre ! faze que eu procure mais consolar,que ser consolado,
compreender, que ser compreendido,
amar, que ser amado..
pois :
é dando que ser recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morendo que se vive para a Vida Eterna.
Um ótimo final de semana para os meus amigos e as minha amigas, Dalvino
José Zeferino.
9月9日 MENTES PERIGOSAS " O PSICOPATA MORA AO LADO "PSIQUIATRIA-ÀS FLS.15 / 19 O ESCORPIÃO
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O escorpião aproximou-se do sapo que estava à beira do rio. como não sabia nadar, pediu uma carona para
chegar à outra margem.Desconfiado, o sapo respondeu: " Ora, escorpião,seu eu fosse tolo demais !. Você é
traiçoeiro, vai me picar, soltar o seu veneno e eu vou morrer."Mesmo assim ao escorpião insistiu com o argumen-
to lógico de que se picasse o sapo ambos morreriam . Com promessas de que poderia ficar tranquilo, o sapo ce-
deu,acomodou o escorpião em suas costas e começou a nadar.Ao fim da travessia, o escorpião cravou o seu ferrão
mortal no sapo e saltou ileso em terra firme.Atingido pelo veneno e já começando a afunda, o sapo deseperado
quis saber o porquê de tamanha crueldade. E o escorpião respondeu friamente: Porque esse é a minha natureza!
Vez por outra, essa fábula surge em minha mente, seja no cotidiano profissional ou através do acompanhamento
das notícias diárias, pelos jornais e aTV.Trata-se de uma história arquetípica, que ilustra exemplarmente a natueza
das pessoas que serão analisadas e descritas, ao longo deste livro.A ideia de escrever sobre psicopatas surgiu em ra-
zão do momento violento, desumano e marcado por escândalos que nos abatem, mas também serve como um -
alerta aos desprevenidos quanto à ação destruidora desses individuos. Devo admitir minhas ousadia, mas não pude -
resistir às inúmeras solicitações dos meus leitores, pacientes, conhecidos e amigos.Quando pensamos em psicopa -
tia , algo nos vem à mente um sujeito com cara de mau, truculento, de aparência descuidada,pinta de assassino
e desvios comportamentais tão óbvios que poderiamo reconhecê-lo sem pestanejar. Isso é um grande equívoco!.
Para os desavisados reconhecê-los não é uma tarefa tão facil quanto se imagina.Os psicopatas enganam e re -
presentam muitíssimo bem !.seus talentos teatrais e seu poder de convencimento são tão impressionantes que -
chegam a usar as pessoas com a única intenção de atingir seus sórdidos objetivos. Tudo isso sem qualquer aviso ,
prévio, em grande estilo, do a quem doer.Mas quem são essas criaturas tão nocivas ?.São pessoas loucas ou
pertubadas ?. O que afazem, o que sentem ?. Como e onde vivem ?. Todos são assassinos?. Este livro descreve
sobre pessoas frias, insensíveis, manipuladoras, perversas, transgressoras de regras sociais, impiedosas imorais, sem
consciência e desprovidas de sentimento de compaixão, culpa ou remorso. Esses " predadores sociais", com apa-
rência humana estão por aí ,misturados conosco, incógnitos, infiltrados em todos os setores sociais. São homens ,
mulheres, de qualquer raça, credo ou nível social. Trabalham, estudam, fazem carreiras, se casam têm filhos, mas
definitivamente não são como a maioria das pessoas: aquelas a quem chamariamos de " pessoas do bem". Em ca-
sos exremos, os psicopatas matam a sangue - frio, com requintes de crueldade, sem medo e sem arrependimento.
Porém, o que a sociedade desconhece é que os psicopatas, em sua grande maioria, não são assassinos e vivem --
como se fossem pessoas comuns. Eles podem arruinar empresas e famílias, provocar intrigas, destruir sonhos,mas
não matam. E, exatamente por isso, permanecem por muito tempo ou até uma vida inteira sem serem descobertos
ou diagnaosticados. Por serem charmosos, eloquentes, "inteligentes", envolventes e sedutores,não costumam
levantar a menor suspeita de quem realmente são. Podemos encontrá-los disfaçados de religiosos,bons políticos,
bons amantes, bons amigos. Visam apenas o beneficios próprio, almejam o poder e o status, engordam ilicita -
mente suas contas bancárias, são mentirosos contumazes, parasitas, chefes tiranos, pedófilos, lideres natos da mal-
dade. a realidade é constundente e cruel, entretanto, o mais impactamnte é que a maioria esmagadora está do lado
de foraa das grades , convivendo diariamente com todos nós. Transitam tranquilamente pelas ruas, cruzam nos-
sos caminahos, frequentam as mesmas festas, dividem o mesmo teto, dormem na mesma cama...Apesar de mais
vinte anos de profissão, ainda fico muito surpresa e sensibilizada com a quantidade de pacientes que me procu -
ram com suas vidas arruinadas, totalmente em frangalhos, alvejadas por esses " seres bipedes", que sugam o nos-
so sangue e vampirizam a nossa alma.É importante ressaltar que os psicopatas possuem níveis variados de gra-
vidade : leve, moderado e severo. Os primeiros se dedicam a trapacear,a aplaicar golpes e pequenos roubos, mas
provavelmente não " sujarão as mãos de sangue", ou matarão suas vítimas. Já os últimos, botam veradeiramente a
mão na massa ; com métodos cruéis sofisticados, e sentem um enorme prazer com seus atos brutais .Mas não se iluda !
Qualquer que seja o grau de gravidade, todos, invariavelamente, deixam marcas de destruição por onde passam, sem -
piedade. Além de psicopatas, eles também recebem as denominações de sociopatas, personalidades anti-sociais, per-
sonalidades psicopátias, personalidades dissociais, personalidades amorais, entre outras. Embora alguns estudiosos
prefiram diferenciá-los, no meu entendimento esses termos se equivalem e descrevem ao mesmo perfil.No entanto,
por uma questão de foro íntimo e visando facilitar a compreensão, o têrmo psicopata será utiizado neste livro.A parte
racional ou cognitiva dos psicopatas é perfeita e íntegra, por isso sabe perfeitamente o que estão fazendo.Quanto
aos sentimentos, porém, são absolutamente deficitários, pobres, ausentes de afeto e de profundidade emocional .As-
sim concordo plenamente quando alguns autores dizem, de forma metaforica, que os psicopatas entendem a letra de
uma canação mas são incapazes de compreender a melodia. Com base nessa premissa, optei por não inserir trechos de
letras de canções brasileiras na abertura dos capitulos,a recurso narrativo que costumo adotar em minhas obras. Músicas
é emoção, sentida com a alma. Entendo que repetir a mesma fórmula ao descrever o comportamento de craturas des -
providas de afetividade seria,no mínimo, um contra-senso.Aqui não me proponho, sob qualquer hipótese, a oferecer
ajuda terapêutica aos indivíduos com esse perfil, ao contrário, o meu objetivo é informar ao público em geral, para que
fiquem de olhos e ouvdos bem abertos, despertos e prevenidos . Suas vítimas prediletas são as pessoas mais sensíveis,mais
pura de alma e de coração. Também tenho como propósito expor parâmetros para que possamos avaliar, em que es-
cala, cada um de nós está contribuindo para promover uma cultura social na qual a psicopatia encontra um terreno fér-
til para prosperar. A natureza dos psicopatas é devatadora, assustadora, e, aos poucos a ciência começa a se aprofundar
e a ompreender aqulo que contradiz a própria natureza humana.Saber identificá-las pode ser um antidoto(talvez o úni-
co), contra seu veneno paralisante e mortal. Infelizmente a desinformação nos torna vulneráveis, indefesos como "sa -
pos tolos", fisgados pelas habilidades camaleônicas dos " escorpiões".Prepare-se porque certamente você conhece, já ,
ouviu falar ou convive com um deles. Dra.Ana Beatriz Barbosa Silva(Médica)Mentes perigosas o psicopata mora ao lado,
é um livro que está a alcance de todos , brilhantemente escrito pela Dra. BEATRIZ, um ótimo inicio de semana para os
meus amigos e minha amigas Dalvino José Zeferino. 9月8日 "SEM TEMPO ALGUM, PARA PENSAR "( POR : DALVINO J.ZEFERINO) SEM TEMPO ALGUM, PARA PENSAR ( POR : DALVINO JOSÉ ZEFERINO)
SEM TEMPO ALGUM, PARA PENSAR, esse é o momento oportuno para passar
a limpo, tudo o que você deseja, e quer, ou talvez se decidir-se; se tiver oportunidade.
O tempo fala das grandes transformações,e informações, da tecnologia, da visi -
bilidade do outro, das transformações arquitetônicas do visual transformado das nossas
cidades, e passagísmo futuristas idealizados por profissionais, e políticos comuns seus jo-
gos.Trata-se das MUDANÇAS COMPORTAMENTAIS, E PASSAGEM DO TEMPO:
CRISE DA IDADE,SÓ DE LER A EXPRESSÃO, algumas pessoas se arrepiam.
Os sintomas deste momento variam, mas é comun sentir-se perdido e ansioso dian-
te das dúvidas, questionamentos e interrogações inerentes que o momento de mudança
carregam; compreender essas fases de tensão, ao rever valores, repensar atitudes e definir
metas futuras.A questão que se coloca é : como atravessá-los, tirando o maior pro -
veito possível, sem sofrimento desnecessário?. No mercado americano,o assunto está pre-
enchendo prateleiras. Desde o final de 2008, uma enxurada de lançamentos que abordam
principalmente a da meia - idade e dos 25 anos oferece soluções; caminhamos para lidar
com esses períodos de transição e sair deles no rumo certo.
A CRISE ESTRIGMATIZADA DOS 60 ANOS; por uma aposentadoria de pijama em
frente a tv, saiu de cena. Com a expectativa de vida cada vez maior, essa geração entra
em conflito com a possibilidade de inventar histórias futuras, algo que não existe no pas-
sado.
SAÚDE- É um bem que precisa ser cultivado muito antes, incluindo na agenda; ATI-
VIDADES FÍSICAS, ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL.
A autonomia ganha um valor enorme assim, também os anos.
RELACIONAMENTOS -É importante se abrir a novas relações, e fortalecer as anti-
gas, mesmo que essas talvez não, os satisfaça,mais é prazerosa;a hobbies ou uma nova -
atividade produtiva ajudam a criar uma nova rede social.
EXPECTATIVAS:- Nessa fase, com a vida estável, a prioaridade é a satisfação pessoal.
Toda a experiência do passado pode ser aplicada, numa atividade produtiva e gratifican-
te.PARE E PENSE , por Dalvino José Zeferino.Um ótimo inicio de semana para os ami-
gos e amigas;Dalvino.
9月4日 "UM PAÍS CHAMADO INFÂNCIA" DE MOACYR SCLIAR ÀS FLS.3 UM PAÍS CHAMADO INFÂNCIA
Por MOACYR SCLIAR
Há um país chamado infância, cuja localizaçãoa ninguém conhece ao certo
Pode ficar lá onde mora o Papai Noel, no Pólo Norte;ou ao Sul do Equador,onde
não existe pecado. ou nas florestas da Amazônia, ou na África misteriosa, ou mes-
mo na velha Europa. Os habitantes deste país deslocam-se no espaço em naves si-
derais, mergulham nas profundezas do oceano, caçam leões, aprisionam dragões.E
depois, exaustos, tombam na cama. No dia seguinte, mais aventuras.Não há tédio.
Nem todas as crianças contudo, podem viver no país da infância. Existem aquelas
que, nascidas e criadas nos cinturões de miséria que hoje rodeiam as grandes cida-
des, descobrem muito cedo que seu chão é o asfalto hóstil, onde são caçadas pelos
automóveis e onde se iniciam na rotina da criminalidade.Para estas crianças, a in-
fância é um lugar mitico, que podem apenas imaginar quando olham as vitimas -
das lojas de brinquedos quando vêem TV ou quando olham passar, nos carros dos
pais, os garotos de classe média. Quando pedem, num tom súplice tem um trocadinho
aí , tio?, não é só o dinheiro que querem; é uma oportunidade para visitar, por mo-
mentos que seja, o país com que sonham.Para nós, adultos, o problema é diferente.
Estivemos no país da infância e de lá fomos exilados.Como todos os exilados sonha-
mos em voltar. O que é muito dificil. Precisamos para isso de um passaporte especial
concedido sòmente em circunstâncias muito especiais. E como é que a gente arran-
ja este passaporte?.Há algumas maneiras.Eu recorro a uma delas,muito antiga:conto
histórias que nascem de minha dupla experiência de pai e de escritor. E para que es-
crevo ?.Escrevo-as para muita gente, mas gostaria que elas fossem lidas sobreduto
pelos jovens que um dia serão pais e mães.Notem, não estou tentando ensinar nada.
Mesmo porque , se as crianças aprendem com os adultos, os adultos também apren-
dem com as crianças.Acedito muito naquela frase do poeta inglês Wiliam Wordsworth
(1779-1850), segundo a qual a criança é o pai, ou a mãe ,do adulto. A maturidade
consiste em voltar-mos constantemente à infância. Que é uma fonte inesgotável: de
sabedorias e de encanto.É a sabedoria e o encanto que eu busco nestas periódicas via-
gem ao país achamado infância.Gostaria que vocês me acompanhassem.É uma aven-
tura,garanto a vocês, que nada fica a dever às viagens espaciais ou aos mergulhos nas
profundezas do oceano.Temos um mundo dentro de nos , um mundo que vale a pena
descobrir.Moacyr Scliar, Um ótimo final de semana para todos(as) Dalvino José Zeferino.
9月3日 QUEM É MOACYR SCLIAR TUDO SOBRE MOACYR E VEJAMOS DE NOVO SUA OBRA PRIMA " UM PAÍS CHAMADO INFÂNCIA ". FLS 78 E 3 QUEM É MOACYR SCLIAR
MOACYR SCLIAR, nasceu em Porto alegre, Rio Grande do Sul. De uma família judia, passou a infância
em um bairro pobre da cidade.Médico de formação, conseguiu conciliar essa carreira com a de es-
critor. Publicou mais de trinta livros entre contos romances, crônica e ensaios, colecionando inú-
meros prêmios literários. Vários de seus textos foram adaptados para a televisão, o rádio, cinema e
teatro.Tem obras traduzidas para o alemão, o inglês, o hebráico, o francês, o espanhol e outros idio-
mas.De sua vida e da experiência profissional como médico, desenvolveu uma linha de trabalho
marcada pela visão critica da sociedade. Seus textos retratam a realidade e a fantasia do homem co-
mum e de seus mundos, individual e social.O humor refinado e o realismo fantástico são as gran-
des marcas do estilo desse escritor dono de uma obra ágil e direta. Moacyr Scliar se autodefine -
como perfeccionista. e, com certeza essa busa de palavra exata, esse cuidado com a linguagem são
responsáveis pelo sucesso e pelo respeito que conquistou junto ao público leitor e à critica.
O produto dessa sua busca pela perfeição é um conjunto de textos envolventes e de
de uma naturalidade irressistível, o que é confirmaado em " UM PAIS CHAMADO INFÂNCIA."a Re -
lembrar momentos imporatantes, como os vividos em nossa infância ou juventude, pelo texto de
Moacyr Scliar, é uma aventura inesquecível. Pense nisso, um ótimo final de semana e bom feriado,
Dalvino José Zeferino. |
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